📉 Índia e EUA negociam redução de tarifas em meio à guerra comercial de Trump

📉 Índia e EUA negociam redução de tarifas em meio à guerra comercial de Trump

Acordo provisório pode garantir à Índia tarifas abaixo de 20%, enquanto outros países enfrentam taxas de até 50%

Os Estados Unidos e a Índia estão em tratativas avançadas para firmar um acordo comercial provisório que pode reduzir significativamente as tarifas de importação — para menos de 20% — colocando Nova Délhi em posição privilegiada em comparação a outros países asiáticos.

Fontes próximas às negociações afirmam que o acordo ainda não foi formalizado, mas deve ser anunciado por meio de um comunicado conjunto, ao invés de uma carta oficial como ocorreu com outras nações recentemente. Essa negociação pode servir como uma base para resolver pendências antes de um possível pacto definitivo, esperado para o segundo semestre.

A proposta prevê uma tarifa-base menor que os 26% inicialmente sugeridos, e incluiria cláusulas que permitam continuar os ajustes enquanto as conversas seguem. Por enquanto, ainda não há uma data confirmada para a assinatura.

Se concretizado, esse acordo colocará a Índia entre os poucos parceiros comerciais que conseguiram escapar das duras medidas impostas por Donald Trump. Só nesta semana, o presidente americano anunciou novas tarifas que chegam a 50% para certos países, como o Brasil, e ameaçou aplicar taxas de 15% a 20% sobre quase todos os demais parceiros que ainda não foram notificados.

Enquanto isso, o governo indiano busca assegurar condições mais vantajosas do que as acertadas com o Vietnã, que acabou surpreendido com uma alíquota de 20% e agora tenta renegociar. Fora isso, apenas o Reino Unido conseguiu até agora um acordo formal com a gestão Trump.

Apesar de Trump ter sinalizado recentemente que um pacto com a Índia estaria próximo, ele também levantou a possibilidade de impor novas sanções devido à participação do país no grupo BRICS — o que adicionou tensão às conversas.

Negociadores indianos devem viajar a Washington em breve para tentar destravar os pontos mais sensíveis do acordo. Entre os principais impasses estão a resistência indiana à liberação de alimentos geneticamente modificados, exigência feita pelos americanos, além de divergências em questões regulatórias ligadas à agricultura e à indústria farmacêutica.

Nova Délhi já apresentou sua proposta final, indicando que não deve recuar em suas “linhas vermelhas” — áreas que considera inegociáveis. As próximas semanas devem ser decisivas para saber se o diálogo entre as duas maiores democracias do mundo vai terminar em entendimento ou em nova rodada de tensões comerciais.

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