
⚖️ PGR recusa prisão domiciliar a idosa agredida após condenação pelo 8 de janeiro
Mesmo após ataque dentro da cadeia, Justiça mantém Jucilene, de 62 anos, presa em regime fechado
A Procuradoria-Geral da República rejeitou, nesta quarta-feira (20), o pedido de prisão domiciliar feito pela defesa de Jucilene Costa do Nascimento, 62 anos, condenada a 13 anos e seis meses de prisão pelo STF por envolvimento nos atos de 8 de janeiro de 2023.
A solicitação foi apresentada depois que Jucilene foi espancada no Presídio Feminino Regional de Florianópolis por outra detenta. O ataque, segundo relatórios, teria ocorrido por divergências políticas.
A defesa alegou que, além da idade, Jucilene sofre de ansiedade e depressão, o que justificaria uma medida humanitária. O pedido inicial já havia sido negado em maio pelo ministro Alexandre de Moraes, mas foi renovado após a agressão registrada em agosto. Fotografias das lesões foram anexadas, mostrando hematomas no rosto da presa.
Ainda assim, a PGR considerou que os relatórios médicos e psiquiátricos indicam estabilidade clínica e emocional, mesmo após o ataque, e que a idosa recebe acompanhamento médico e psicológico dentro da unidade prisional. Por isso, o órgão concluiu que não há motivo para conceder prisão domiciliar.
Paralelamente, a detenta identificada como agressora responde a um procedimento disciplinar administrativo. Já Jucilene relatou que se sente um pouco mais segura após o isolamento da autora do ataque, mas ressaltou a dificuldade de conviver em um ambiente dominado por facções criminosas, muito diferente do seu perfil.