⚖ Barroso avalia deixar o STF antes da hora e Lula já prepara lista de possíveis sucessores

⚖ Barroso avalia deixar o STF antes da hora e Lula já prepara lista de possíveis sucessores

Presidente da Corte estaria cansado de disputas internas e pressão política; saída abriria mais uma vaga para Lula indicar

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, pode surpreender e deixar a Corte bem antes do prazo. Embora sua aposentadoria compulsória só aconteça em março de 2033, quando completa 75 anos, ele estaria considerando se retirar logo após encerrar seu mandato na presidência do STF, em setembro de 2025.

Segundo fontes ouvidas pelo Poder360, Barroso tem se mostrado frustrado com o clima de divisão interna entre os ministros e com a forma como alguns processos recentes foram conduzidos. Publicamente, mantém um tom de equilíbrio e respeito institucional, mas, nos bastidores, admite o incômodo e a sensação de impotência diante das disputas que tomam conta do tribunal.

Se a saída se confirmar, Lula teria a chance de fazer sua terceira indicação para o STF neste mandato — ele já nomeou Cristiano Zanin e Flávio Dino. Entre os cotados para a vaga estão nomes como Bruno Dantas (TCU), Jorge Messias (AGU), Rodrigo Pacheco (ex-presidente do Senado) e Vinicius Carvalho (CGU).

O desconforto também passa pela relação com Alexandre de Moraes, cuja atuação em casos envolvendo Jair Bolsonaro — como a recente prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica — teria gerado mal-estar entre ministros, que consideram a decisão precipitada.

Há ainda um fator externo: o temor de possíveis sanções internacionais, especialmente dos Estados Unidos. A chamada Lei Magnitsky, que prevê congelamento de bens e restrições a pessoas acusadas de violações de direitos humanos, tem sido tema recorrente nas conversas reservadas. Barroso, que mantém imóveis em Miami e trânsito frequente em universidades como Harvard, poderia ser diretamente afetado caso medidas do tipo fossem aplicadas por um eventual governo Trump.

Para aliados próximos, a soma de pressões internas e riscos externos deixa claro que a permanência de Barroso no Supremo pode se tornar não apenas desgastante, mas também estrategicamente arriscada.

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