🎭 Ativismo Premiado: Wagner Moura Ataca Bolsonaro Após Globo de Ouro

🎭 Ativismo Premiado: Wagner Moura Ataca Bolsonaro Após Globo de Ouro

Ator usa palco internacional para discurso político e levanta críticas sobre alinhamento ao governo Lula

Após conquistar o Globo de Ouro 2026 na categoria de Melhor Ator em Filme de Drama, pela atuação em O Agente Secreto, Wagner Moura transformou a coletiva de imprensa em palanque político. Em vez de se limitar à celebração artística, o ator partiu para o ataque direto ao ex-presidente Jair Bolsonaro, a quem chamou de “fascista” e “expressão viva dos ecos da ditadura”.

A fala gerou forte reação nas redes sociais, especialmente entre críticos que veem contradição e oportunismo no discurso. Para esses setores, Moura — que recentemente recebeu R$ 7,5 milhões em recursos públicos durante o governo Lula — agora estaria “passando o recibo”, adotando um tom ideológico alinhado ao Planalto enquanto usa uma premiação internacional para lacrar politicamente.

Durante a entrevista, o ator afirmou que o Brasil precisa continuar produzindo filmes sobre a ditadura militar e declarou que o país viveu, entre 2018 e 2022, sob um governo de extrema-direita. Segundo ele, a ditadura ainda seria uma “ferida aberta” na sociedade brasileira, argumento repetido em diversos momentos de sua carreira pública.

Críticos apontam que o discurso ignora a pluralidade política do país e reduz um período democrático a rótulos ideológicos, além de misturar arte, militância e recursos públicos. Para muitos, o ataque a Bolsonaro soou menos como reflexão histórica e mais como posicionamento político calculado, reforçado pelo contexto de apoio estatal ao setor cultural sob o atual governo.

Apesar da polêmica, o filme O Agente Secreto, dirigido por Kleber Mendonça Filho, teve destaque na premiação, vencendo também o prêmio de Melhor Filme em Língua Não Inglesa. O diretor aproveitou o momento para elogiar o Brasil e dedicar a vitória a jovens cineastas, enquanto Wagner celebrou a cultura nacional e sua parceria com Mendonça.

Ainda assim, para parte do público, o que ficou marcado da noite não foi apenas o feito histórico do cinema brasileiro, mas a utilização de um prêmio artístico como instrumento de embate político, reacendendo o debate sobre cultura, dinheiro público e militância ideológica.

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