💥 Megaoperação no Rio deixa mais de 50 mortos em confronto com facções

💥 Megaoperação no Rio deixa mais de 50 mortos em confronto com facções

Entre os mortos, quatro eram policiais e dois suspeitos vieram da Bahia; governador alerta que Estado não consegue combater o crime sozinho.

Uma megaoperação das polícias Civil e Militar nos complexos da Penha e do Alemão, na zona norte do Rio de Janeiro, resultou em 56 mortes nesta terça-feira (28/10), incluindo quatro policiais e 52 suspeitos — dois deles da Bahia, segundo informações da Polícia Civil. Além disso, oito pessoas ficaram feridas, entre elas quatro moradores da região.

A ação, chamada Operação Contenção, mobilizou 2,5 mil agentes e promotores do Gaeco/MPRJ e teve como objetivo cumprir mandados de prisão contra integrantes do Comando Vermelho (CV), incluindo 30 criminosos vindos de outros estados, considerados estratégicos para o projeto de expansão territorial da facção. Até o fim da manhã, 81 pessoas foram presas e 42 fuzis apreendidos.

Durante os confrontos, traficantes chegaram a usar drones equipados com granadas contra equipes da Core e do Bope, em um cenário que o governo descreveu como “típico de guerra”. O governador Cláudio Castro (PL) afirmou que o Rio não tem mais condições de enfrentar sozinho o crime organizado:

“Essa operação tem muito pouco a ver com Segurança Pública. É uma operação de Estado de Defesa. É uma guerra que ultrapassa os limites do que o Estado deveria enfrentar sozinho. Para esse tipo de combate, seria necessário apoio maior, inclusive das Forças Armadas. O Rio está sozinho nessa guerra.”

Castro ainda declarou que solicitou três vezes blindados da Marinha e do Exército, mas teve os pedidos negados pelo governo federal.

Entre os mortos estão dois policiais civis e dois agentes do Bope. Outros quatro moradores foram atingidos, mas não correm risco de morte.

A operação continua em andamento e conta com drones, helicópteros, 32 blindados terrestres e 12 veículos de demolição, além de ambulâncias e equipes de resgate. Escolas e unidades de saúde na região suspenderam temporariamente o funcionamento devido aos confrontos.

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