💰 Governo Lula gasta meio milhão com anúncios para conter desgaste após operação no Rio

💰 Governo Lula gasta meio milhão com anúncios para conter desgaste após operação no Rio

Enquanto o país lamenta a morte de policiais e debate a violência nas favelas, o Planalto desembolsa R$ 500 mil para impulsionar vídeos sobre segurança e tentar salvar a própria imagem.

Em meio à comoção nacional e à guerra de narrativas após a megaoperação policial no Rio de Janeiro, o governo Lula decidiu investir pesado — não em segurança, mas em propaganda digital. Segundo dados da Folha de S. Paulo, o Planalto gastou R$ 500 mil em apenas quatro dias com anúncios pagos à Meta (empresa dona do Facebook e Instagram), exaltando ações federais contra o crime organizado.

Os impulsionamentos foram feitos entre quarta (29) e sábado (1º), período em que o governo tentava reverter o desgaste político causado pelas críticas à ausência de Lula durante a crise e por sua declaração polêmica de que “os traficantes são vítimas dos usuários”.

🎯 Publicidade para apagar incêndio

Os vídeos impulsionados falam em “combate às facções criminosas” e fazem referências indiretas ao governo do Rio, comandado por Cláudio Castro (PL). As peças comparam a operação estadual — marcada por mais de 120 mortos — à ação do Ministério Público Federal contra o PCC no setor de combustíveis, deflagrada em agosto.

Em tom institucional, as propagandas dizem que o crime organizado “destrói famílias e oprime comunidades”, mas reforçam que o governo quer “atacar o cérebro das organizações”. A estratégia busca reforçar a imagem de um Planalto ativo na segurança pública, embora sem presença efetiva nas ruas.

🧩 Propaganda no lugar de política

A campanha também tenta impulsionar a PEC da Segurança Pública, parada no Congresso, que propõe tornar o Sistema Único de Segurança (Susp) parte da Constituição — dando mais poder à União para coordenar políticas da área.

Na sexta-feira (31), Lula enviou ainda ao Congresso o projeto da Lei Antifacção, que promete endurecer penas para líderes e integrantes de grupos criminosos e criar um banco nacional de dados sobre o crime organizado.

Mas, enquanto o discurso sobe nas redes, o silêncio do presidente sobre os policiais mortos e sobre o caos nas comunidades cariocas continua a ecoar. O contraste é gritante: meio milhão em publicidade, e nenhuma palavra pública de solidariedade.

⚖️ Entre imagem e realidade

O episódio escancara uma contradição que já se tornou marca do governo: enquanto tenta vender nas redes a imagem de firmeza, a vida real expõe a hesitação diante da violência e do medo que tomam conta do país.

Em vez de enfrentar o problema de frente, o Planalto parece apostar em filtros e impulsionamentos — como se o algoritmo fosse capaz de blindar uma imagem abalada pela falta de respostas concretas.

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