💰 Lula tenta salvar MP fiscal, mas enfrenta muro de resistência no Congresso

💰 Lula tenta salvar MP fiscal, mas enfrenta muro de resistência no Congresso

Mesmo com manobras e concessões, o governo corre contra o tempo: medida que promete reforçar o caixa da União pode caducar já nesta quarta-feira.

O governo Lula está em contagem regressiva para aprovar a MP fiscal, uma das principais apostas do Planalto para reforçar as receitas da União. A votação, que já foi adiada três vezes, está marcada para terça-feira (7 de outubro) — e, se nada andar, o texto perde validade no dia seguinte.

A medida provisória prevê R$ 10,6 bilhões de arrecadação extra em 2025 e R$ 18,3 bilhões em 2026, valores cruciais para o plano de equilíbrio fiscal que o ministro Fernando Haddad tenta viabilizar desde o início do governo.

Mas, como de costume, o Congresso não está facilitando. A proposta enfrenta forte resistência, inclusive dentro da própria base aliada. O relator da MP, deputado Carlos Zarattini (PT-SP), foi obrigado a recuar em alguns pontos e manter a isenção do Imposto de Renda sobre investimentos de renda fixa, como as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), para evitar um naufrágio completo da votação.

A MP nasceu como uma alternativa ao aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), mas acabou se transformando em um campo minado de interesses — de um lado, o governo tentando mostrar responsabilidade fiscal; de outro, o Congresso defendendo setores que não querem perder incentivos.

Nos bastidores, parlamentares dizem que a resistência não é apenas técnica, mas também política. Muitos enxergam a medida como um teste de força do governo e uma oportunidade de pressionar por mais espaço na Esplanada.

Com o tempo se esgotando, o Planalto corre para construir o que chama de “maioria possível”. E, se a MP não for aprovada, a perda não será apenas financeira: será mais um sinal de que o governo Lula, apesar do discurso de articulação, ainda patina quando o assunto é governabilidade real.

Como resumiu um deputado aliado, em tom de sinceridade:

“O problema não é o texto da MP. É o texto político — e esse o governo ainda não aprendeu a escrever direito.”

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