A voz mascarada do Hamas foi silenciada: Abu Obeida é morto em ataque de Israel

A voz mascarada do Hamas foi silenciada: Abu Obeida é morto em ataque de Israel

Porta-voz mais famoso do grupo palestino estava entre as 17 vítimas de bombardeio em Gaza

Abu Obeida, o porta-voz mais conhecido do Hamas, foi morto em um bombardeio israelense na Faixa de Gaza. A informação foi confirmada pelo primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, que classificou a morte como um golpe simbólico contra o grupo. O ataque, realizado no sábado (30), matou ao menos 17 pessoas, segundo equipes de emergência palestinas.

“Golpeamos o porta-voz dessa organização criminosa, Abu Obeida. Espero que ele não esteja mais conosco”, disse Netanyahu, deixando no ar uma provocação sobre a ausência de confirmação por parte do Hamas.

O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, foi mais enfático: declarou que o líder mascarado se juntou “às profundezas do inferno”, ao lado de outros aliados de Teerã, Beirute e Sanaa.

Sempre escondendo o rosto atrás de um lenço, Abu Obeida se tornou o rosto mais famoso da propaganda do Hamas. Suas falas desafiadoras circulavam em todo o mundo árabe, consolidando sua figura como um dos símbolos mais duradouros do grupo.

Poucas horas após o bombardeio, o Exército de Israel e o serviço secreto Shin Bet confirmaram que haviam atingido um “operacional sênior do Hamas”, sem citar nomes. Mas rapidamente a imprensa local apontou que o alvo era Obeida.

O outro Sinwar e a nova ofensiva

No mesmo fim de semana, o Hamas reconheceu a morte de Mohamed Sinwar, irmão de Yahya Sinwar — considerado o cérebro do ataque de 7 de outubro de 2023. Israel já havia anunciado sua morte meses antes, mas só agora o grupo confirmou.

Enquanto isso, as Forças de Defesa de Israel prometem ampliar sua ofensiva sobre a Cidade de Gaza. O chefe do Estado-Maior, Eyal Zamir, disse que a caçada não vai parar: “A maioria dos líderes do Hamas está fora da Faixa, e também os alcançaremos”.

Gaza sitiada e em fome extrema

A guerra já deixou mais de 60 mil mortos em Gaza, segundo autoridades locais, com milhares de crianças entre as vítimas. O cerco provocou escassez severa de alimentos: famílias relatam dias inteiros sem conseguir comer, enquanto mulheres e crianças disputam restos de arroz.

Israel havia reduzido temporariamente os bombardeios para permitir a entrada de ajuda humanitária, mas voltou atrás, retomando ataques nos mesmos horários em que a pausa era feita. O objetivo declarado: pressionar a população a abandonar a Cidade de Gaza.

O conflito, que começou com o ataque do Hamas a Israel em 7 de outubro de 2023 — quando cerca de 1.200 israelenses foram mortos —, segue sem perspectiva de fim. Mesmo com líderes abatidos e ofensivas sucessivas, o Hamas mantém combatentes ativos e ainda mantém reféns capturados naquela data.

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