Aliados batem à porta: defesa de Bolsonaro pede aval para visitas de Padre Kelmon a Sóstenes Cavalcante

Aliados batem à porta: defesa de Bolsonaro pede aval para visitas de Padre Kelmon a Sóstenes Cavalcante

Com Bolsonaro em prisão domiciliar, advogados tentam liberar a entrada de 16 apoiadores próximos para encontros diretos autorizados por Alexandre de Moraes

A equipe jurídica de Jair Bolsonaro voltou a acionar o Supremo nesta sexta-feira (21) para tentar flexibilizar um pouco a rotina rígida imposta ao ex-presidente desde sua condenação. Os advogados enviaram ao ministro Alexandre de Moraes um pedido formal para que 16 aliados possam visitá-lo em casa — encontros que só acontecem com autorização expressa do magistrado.

Entre os nomes mais conhecidos da lista aparecem Sóstenes Cavalcante, líder do PL na Câmara, e o sempre presente Padre Kelmon, que disputou a Presidência em 2022 e se tornou uma figura recorrente no entorno bolsonarista. Também pedem entrada a deputada Bia Kicis e o ex-ministro Onyx Lorenzoni, além de outros parlamentares, dirigentes do PL e até um prefeito.

A defesa afirma que as visitas são necessárias para “diálogo direto”, já que Bolsonaro segue proibido de usar celular e qualquer meio eletrônico de comunicação. Na prática, é uma tentativa de garantir algum nível de articulação política mesmo dentro de casa — algo que Moraes tem autorizado pontualmente, caso a caso.

A lista completa enviada ao STF

  • Bia Kicis (PL-DF), deputada federal
  • Julia Zanatta (PL-SC), deputada federal
  • Carlos Portinho (PL-RJ), líder do PL no Senado
  • Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do PL na Câmara
  • Sebastião Coelho, ex-desembargador
  • Tiago Pavinatto, apresentador
  • Kelmon Luis (Padre Kelmon) – (PL-SP)
  • Onyx Lorenzoni, ex-ministro
  • Antônio Machado Ibiapina, dirigente do PL
  • Gilvan Aguiar Costa (PL-ES), deputado federal
  • Giovani Cherini (PL-RS), deputado federal
  • Lenildo Mendes (PL-PA), deputado federal
  • Almirante Flávio Rocha, ex-secretário de Assuntos Estratégicos
  • Bruno Bierrenbach Bonetti, secretário estadual do PL-RJ
  • Augusto Nunes, jornalista
  • Abílio Brunini, prefeito de Cuiabá (PL)

Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses em regime domiciliar, após condenação por envolvimento na tentativa de golpe. As regras são rigorosas: visitas controladas, zero telefone e acompanhamento constante. Cada nome precisa passar pelo crivo de Moraes, que até agora tem aprovado a maior parte dos pedidos — mas sempre mantendo o controle apertado.

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