
Após nova cirurgia, aliados defendem prisão domiciliar para Bolsonaro
Quadro de saúde do ex-presidente reacende debate sobre medida humanitária
Depois de passar por mais uma cirurgia, aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) intensificaram a mobilização política e jurídica para que ele tenha direito à prisão domiciliar. O argumento central é o estado de saúde fragilizado de Bolsonaro, que já passou por diversas intervenções cirúrgicas desde o atentado sofrido em 2018.
Nas últimas horas, apoiadores iniciaram uma campanha nas redes sociais com a hashtag “Bolsonaro em Casa”, defendendo que o ex-presidente não seja levado a uma unidade da Polícia Federal após receber alta hospitalar. O movimento é liderado pelo deputado estadual paulista Paulo Mansur (PL), que afirma que a situação exige sensibilidade e bom senso.
Segundo Mansur, Bolsonaro já enfrentou mais de oito cirurgias, o que torna desproporcional qualquer medida que desconsidere sua condição física. Para o parlamentar, o debate jurídico já avançou o suficiente para permitir uma solução menos rigorosa e mais humana. “Não é razoável que alguém saia de um hospital direto para a custódia policial depois de tantas cirurgias”, afirmou.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho mais velho do ex-presidente, também aderiu à mobilização e reforçou o apelo nas redes sociais, destacando que o momento exige responsabilidade e respeito à vida.
Bolsonaro está internado no Hospital DF Star, em Brasília, desde a véspera de Natal. Ele se recupera de uma cirurgia realizada no dia 25 de dezembro para corrigir uma hérnia inguinal bilateral, além de ter sido submetido a procedimentos para conter crises persistentes de soluço, causadas por complicações neurológicas.
A expectativa é que o ex-presidente permaneça hospitalizado até a virada do ano. Para aliados, a prisão domiciliar não é privilégio, mas uma medida compatível com o histórico médico de Bolsonaro, que segue enfrentando consequências graves do atentado sofrido há mais de seis anos.