
Assessor de Flávio Dino leva à Justiça acusação de vazamento de documentos
Servidor se defende de suspeitas levantadas pelo procurador-geral do Maranhão
Um dos assessores cedidos ao ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), recorreu à Justiça contra o procurador-geral do Maranhão, Valdênio Nogueira Caminha, após ser acusado de vazar documentos para um escritório de advocacia ligado ao partido Solidariedade.
O servidor Lucas Souza Pereira moveu uma interpelação criminal, alegando que sua honra foi atingida pelas acusações. Segundo ele, o procurador o apontou como responsável por acessar indevidamente o Sistema Eletrônico de Informações (SEI) da Procuradoria-Geral do Maranhão e repassar dados à imprensa.
Acusação vira disputa judicial
A ação se baseia no artigo 144 do Código Penal, que trata de referências caluniosas e difamatórias. No documento apresentado à Justiça, Pereira argumenta que as alegações feitas contra ele não possuem fundamento e exigiu esclarecimentos do procurador-geral.
A polêmica surgiu após o Solidariedade apresentar uma reclamação formal ao Supremo Tribunal Federal e à Procuradoria-Geral da República (PGR), alegando ter recebido informações com auxílio de dois servidores, incluindo Lucas Pereira. O assessor, no entanto, nega qualquer envolvimento com o caso.
O embate agora segue no Judiciário, e a expectativa é que a Justiça decida se Caminha terá que prestar esclarecimentos sobre suas declarações.