
“Até Onde Vai o Ódio? Justus e Ana Paula Reagem a Ameaças Após Foto da Filha com Bolsa de Luxo”
Casal denuncia mensagens violentas nas redes sociais após post com a filha Vicky, de 5 anos, e promete levar os autores à Justiça.
Depois de compartilharem uma foto da filha Vicky, de apenas 5 anos, usando uma bolsa da grife Fendi avaliada em R$ 14 mil, o empresário Roberto Justus e a influenciadora Ana Paula Siebert viram o que era para ser um post familiar se transformar em alvo de ataques virulentos nas redes sociais. No domingo à noite, o casal resolveu se pronunciar por meio de um vídeo, indignado com a repercussão violenta da postagem.
O que mais os chocou foi um comentário feito por um ex-professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que escreveu a palavra “guilhotina” em uma publicação que exibia a imagem da família. “Falaram que deviam matar a nossa filha. Que só a guilhotina resolvia. É inacreditável”, desabafou Ana Paula no vídeo. “A pessoa depois apagou, mas a gente tem o print. Isso é incitação à violência, ao ódio. Isso não pode ser tratado como normal.”
Para o casal, o fato de o acessório ser caro não justifica nenhum tipo de julgamento, muito menos ameaças. “A bolsa foi um presente. E mesmo que tivéssemos comprado, ninguém tem o direito de apontar o dedo ou desejar o mal à nossa filha. Isso passou todos os limites”, afirmou Ana Paula.
A referência à guilhotina remete a execuções públicas durante a Revolução Francesa, símbolo de punição a aristocratas e ricos — o que, no contexto atual, acende o alerta sobre o quanto o discurso de ódio nas redes tem ultrapassado as barreiras da crítica e entrado no terreno da violência simbólica.
A UFRJ, por sua vez, divulgou uma nota esclarecendo que o autor do comentário está aposentado desde 2022 e que a universidade não compartilha das opiniões pessoais dele. A instituição reafirmou seu compromisso com os valores democráticos, o diálogo e o conhecimento.
Roberto Justus foi enfático ao afirmar que já acionou advogados e que a família tomará medidas legais contra os responsáveis pelas ameaças. “Como pai, eu não vou aceitar esse tipo de ameaça. Pode até parecer absurda, mas gerou uma onda de hostilidade e isso precisa ter consequência.”
O caso levanta mais uma vez o debate sobre os limites da liberdade de expressão e a crescente banalização da violência virtual, especialmente quando direcionada a crianças e famílias em situações cotidianas. Afinal, até onde vai o direito de opinar — e onde começa o crime?