
Atentado vergonhoso: Peru inicia corrida eleitoral com violência digna de repúdio nacional
Rafael Belaunde vira alvo de tiros em plena luz do dia — mais um retrato revoltante de um país que normalizou o inaceitável.
A política peruana conseguiu se superar — e não de forma positiva. O pré-candidato Rafael Belaunde, que tentava apenas cumprir agenda em Cerro Azul, teve sua caminhonete alvejada por três tiros nesta terça-feira (2). Isso mesmo: três disparos diretos contra um candidato à Presidência. É revoltante, absurdo e totalmente incompatível com qualquer democracia minimamente funcional.
Belaunde, filiado ao Libertad Popular, saiu ileso. Mas o fato de ter escapado vivo não diminui o tamanho da barbárie. É inadmissível que, em pleno 2025, um país siga tratando atentado político como mais um item da rotina nacional — como se fosse só mais uma terça-feira qualquer.
A polícia informou que não havia ameaças anteriores. Ou seja: o ataque foi tão covarde quanto repentino. Imagens mostram tiros atravessando o para-brisa, um lembrete grotesco de que a violência política no Peru saiu completamente do controle.
O vice de Belaunde classificou o episódio como “péssimo começo de campanha”. Péssimo? Não — revoltante, lamentável, vergonhoso. A normalização dessa brutalidade deveria causar indignação coletiva, mas parece que o país segue anestesiado, pulando de crise em crise como quem troca de canal.
Com eleições marcadas para abril de 2026 e um governo que só assumiu porque o anterior caiu por impeachment — mais um, porque no Peru isso virou moda — o cenário não poderia ser mais corrosivo.
O atentado contra Belaunde não é apenas um ataque a um candidato. É um ataque frontal à democracia. E merece ser repudiado com toda a força possível. Porque se tiros contra presidenciáveis virarem parte do jogo, então já não há jogo democrático algum — só caos maquiado de processo eleitoral.