Bolsonaro chora no Senado, pede orações e culpa “alguns poucos” pelos males do Brasil

Bolsonaro chora no Senado, pede orações e culpa “alguns poucos” pelos males do Brasil

Em homenagem a pastor evangélico, ex-presidente se emociona, fala em “terra prometida” e critica os poderosos que “atrapalham o óbvio”

Numa cena que misturou lágrimas, discursos religiosos e críticas veladas, Jair Bolsonaro apareceu nesta quinta-feira (17) no Senado para homenagear o pastor Gedelti Gueiros, fundador da Igreja Cristã Maranata, falecido em julho. Em dois minutos de fala — com direito a voz embargada e apelo emocional — o ex-presidente pediu orações e soltou uma indireta que parecia mais um desabafo: “o Brasil tem tudo para ser a terra prometida do Ocidente, mas alguns poucos atrapalham”.

Bolsonaro, que compôs a mesa ao lado do senador Magno Malta (PL-ES), não perdeu a chance de lançar farpas, mesmo durante uma cerimônia religiosa. “Quando os poderosos dessa nação — inclusive alguns aqui desta Casa — se conscientizarem do óbvio, as coisas mudam. Um dia ele vai embora. Ele muda”, afirmou, deixando no ar a dúvida se se referia a si mesmo, aos seus adversários ou aos que hoje o investigam.

A sessão teve trilha sonora religiosa, discursos messiânicos e uma atmosfera de culto em pleno plenário. Após o ato, o ex-presidente passou no gabinete do filho, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), e circulou com aliados como Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder da bancada na Câmara.

Entre lágrimas e frases de efeito, Bolsonaro tenta manter acesa a chama entre seus apoiadores mais fiéis — ainda que, do lado de fora, a realidade o espere com investigações, apreensões e… orações. Afinal, como ele próprio disse, “o óbvio está na sua frente” — mas, no Brasil, até o óbvio é disputado.

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