Bolsonaro contesta condenação por fala sobre venezuelanas: “Provas inexistentes”, diz defesa

Bolsonaro contesta condenação por fala sobre venezuelanas: “Provas inexistentes”, diz defesa

Justiça entendeu que o ex-presidente estigmatizou adolescentes ao insinuar clima sexual com meninas de 14 e 15 anos, mas seus advogados alegam que não há evidências concretas

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro reagiu com indignação à condenação imposta pela Justiça por uma declaração polêmica sobre garotas venezuelanas. Para os advogados, a decisão se baseia em provas que, segundo eles, simplesmente não existem.

A sentença, emitida por desembargadores, aponta que Bolsonaro estigmatizou adolescentes ao afirmar que “pintou um clima” com meninas de 14 a 15 anos, numa fala que teve forte repercussão negativa. A Justiça entendeu que ele sexualizou menores em situação de vulnerabilidade, o que viola princípios básicos de dignidade e respeito.

O caso remonta a uma entrevista de Bolsonaro, na qual ele relatou uma visita a uma comunidade de imigrantes venezuelanos e sugeriu, de forma ambígua, uma atração entre ele e garotas muito jovens. A fala causou indignação, especialmente por se tratar de menores de idade em contexto de fragilidade social.

Agora condenado, Bolsonaro tenta reverter a decisão e sustenta que não houve crime, tampouco intenção de ofender. “Não há materialidade. As provas são inexistentes”, afirmaram seus defensores, que devem recorrer.

A repercussão do caso reacende o debate sobre os limites da liberdade de expressão de figuras públicas — principalmente quando envolvem temas sensíveis como exploração de menores e imigração forçada. Para a Justiça, a fala de Bolsonaro ultrapassou o limite do aceitável. Já para ele e sua equipe jurídica, trata-se de mais uma perseguição política disfarçada de processo judicial.

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