“Bolsonaro livre nas urnas”: o preço político que move Flávio em 2026

“Bolsonaro livre nas urnas”: o preço político que move Flávio em 2026

Senador transforma sua pré-candidatura em moeda de pressão e coloca a libertação do pai como condição para deixar a disputa presidencial

Em uma entrevista à TV Record, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) deixou claro que sua pré-candidatura à Presidência em 2026 não é apenas um projeto pessoal — é também um instrumento de pressão política. Segundo ele, abrir mão da disputa só teria um preço: “Bolsonaro livre, nas urnas.”

Flávio disse que, enquanto o pai — o ex-presidente Jair Bolsonaro — seguir preso e inelegível, sua candidatura está mantida. Nas palavras do senador, quase 60 milhões de brasileiros estariam “sequestrados” junto com Bolsonaro, numa comparação dramática e destinada a inflamar sua base.

A fala reforça o tom de irreversibilidade que ele tenta imprimir à própria candidatura. “A minha pré-candidatura é muito consciente. Não tem volta”, afirmou, repetindo que o cenário atual — pai encarcerado e fora da disputa — torna impossível recuar.

A declaração surge depois de outra polêmica recente. Horas antes, Flávio havia admitido que sua desistência teria “um preço”, e que a anistia aos condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 fazia parte dessa negociação política. Na ocasião, porém, evitou detalhar o restante das condições.

Agora, ao ser questionado se a anistia seria suficiente, o senador foi direto: não. Para ele, a única moeda aceitável é ver Jair Bolsonaro livre e autorizado a voltar às urnas. Flávio também descartou, neste momento, apoiar outra chapa:
“O nome Flávio Bolsonaro está colocado — e não sai.”

Jair Bolsonaro cumpre atualmente pena superior a 27 anos de prisão, após condenação pela tentativa de golpe de Estado.

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