Bolsonaro sofre crise de pressão e vai a hospital em Brasília

Bolsonaro sofre crise de pressão e vai a hospital em Brasília

Ex-presidente é atendido após mal-estar durante prisão domiciliar; equipe médica acompanha evolução do quadro

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) precisou ser levado ao Hospital DF Star, em Brasília, na tarde desta terça-feira (16), após apresentar queda de pressão arterial, vômitos e crises de soluço. Ele cumpre prisão domiciliar desde 4 de agosto, determinada pelo ministro do STF, Alexandre de Moraes.

Segundo o médico Cláudio Birolini, que acompanha Bolsonaro, a ida ao hospital foi recomendada devido a um quadro de mal-estar e sintomas relacionados à pressão baixa. No local, ele está sendo submetido a uma série de exames para avaliar a necessidade de permanecer internado.

A defesa do ex-presidente comunicou o STF sobre a ida ao hospital, detalhando que Bolsonaro apresentou episódio de pré-síncope, vômitos e queda de pressão, sendo acompanhado pela Polícia Penal que monitora sua residência, conforme relato do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

No último domingo (14), Bolsonaro também foi ao hospital para retirada cirúrgica de lesões na pele, procedimento realizado sob anestesia local e sedação, que transcorreu sem intercorrências. Foram removidas oito lesões localizadas no tronco e no braço direito, que passarão por biópsia e avaliação para tratamento complementar.

Exames laboratoriais recentes indicaram anemia por deficiência de ferro, tratada com reposição endovenosa, além de resquícios de pneumonia por broncoaspiração. O hospital reforçou que o ex-presidente seguirá com acompanhamento para hipertensão arterial, refluxo gastroesofágico e medidas preventivas contra broncoaspiração.

A prisão domiciliar de Bolsonaro foi determinada após descumprimento de restrições anteriores, como a proibição de uso de redes sociais. Atualmente, todas as visitas à residência e movimentações de veículos são monitoradas pela Polícia Penal do Distrito Federal.

Recentemente, Bolsonaro foi condenado pelo STF a 27 anos e 3 meses de prisão por participação em uma trama golpista, envolvendo cinco crimes, incluindo golpe de Estado, organização criminosa armada e dano ao patrimônio público. A pena ainda cabe recurso, mas deverá ser cumprida inicialmente em regime fechado.

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