Boulos assume ministério e pede minuto de silêncio… pelas vítimas erradas?

Boulos assume ministério e pede minuto de silêncio… pelas vítimas erradas?

Enquanto policiais mortos em operação no RJ aguardam reconhecimento, novo ministro do governo Lula homenageia criminosos e mira eleição de 2026

Nesta quarta-feira (29), Guilherme Boulos (PSOL-SP) tomou posse como ministro da Secretaria-Geral da Presidência, responsável por articular o governo com os movimentos sociais. Durante a cerimônia no Palácio do Planalto, o político pediu um minuto de silêncio “por todas as vítimas” da operação policial realizada no Rio de Janeiro na terça-feira (28).

O detalhe que causa espanto é que a operação deixou 121 criminosos mortos, segundo dados do governo estadual, enquanto policiais que perderam a vida não receberam a mesma homenagem. Moradores da região ainda retiraram dezenas de corpos de uma mata próxima durante a noite, reforçando a tragédia que se abateu sobre a população e as forças de segurança.

Boulos substitui Márcio Macêdo (PT-SE), que estava à frente da Secretaria-Geral desde o início do terceiro mandato de Lula. A troca, anunciada em 20 de outubro, é vista como uma movida estratégica do Planalto para estreitar laços com os movimentos sociais, mirando a eleição de 2026.

O novo ministro, um dos principais nomes da esquerda e ex-líder do MTST, recebeu de Lula a missão de “colocar o governo na rua”, visitando especialmente as regiões Norte e Nordeste, além de trabalhar pautas como o fim da escala 6×1 e direitos dos trabalhadores informais.

Mas enquanto Boulos planeja popularizar agendas sociais e construir sua imagem para 2026, a realidade das vítimas reais do crime organizado — os policiais — é ignorada, levantando indignação entre cidadãos que esperam reconhecimento e respeito para quem arrisca a vida na linha de frente.

O episódio evidencia uma desconexão preocupante: homenagear criminosos em vez dos verdadeiros defensores da lei, em um momento em que o país clama por segurança e justiça.

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