Carla Zambelli enfrenta nova audiência na Itália

Carla Zambelli enfrenta nova audiência na Itália

Justiça italiana avalia laudo médico oficial e pode decidir se deputada aguardará extradição em liberdade

A deputada federal Carla Zambelli (PL) terá nesta quarta-feira (27/8) mais uma audiência diante da Justiça italiana. O encontro será decisivo: além de discutir o resultado da perícia médica oficial feita no último dia 18, os juízes poderão avaliar se a parlamentar deve continuar presa ou se poderá aguardar em liberdade o processo de extradição para o Brasil.

Presente ao caso, o advogado Fábio Pagnozzi explicou que a defesa vai insistir na soltura da deputada. Para ele, o processo é delicado, mas existe chance de conseguir que Zambelli deixe o presídio de Rebibbia, em Roma, ao menos temporariamente.

Condenações no Brasil

Zambelli está detida desde 29 de julho, depois de quase um mês foragida da Justiça brasileira. No dia 22 de agosto, o Supremo Tribunal Federal (STF) condenou a deputada a 5 anos e 3 meses de prisão em regime semiaberto, além da cassação do mandato, por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal.

O episódio que levou a essa condenação foi a perseguição armada ao jornalista Luan Araújo, apoiador do presidente Lula. Esse foi apenas um dos processos: anteriormente, Zambelli já havia sido condenada pela Primeira Turma do STF a 10 anos e 8 meses de prisão pela invasão de sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e pela inserção de documentos falsos.

Situação de saúde e laudos médicos

Na última audiência, em 13 de agosto, a deputada passou mal e precisou ser atendida às pressas dentro da Corte. A defesa alega que ela enfrenta mais de dez doenças, incluindo uma síndrome cardíaca e problemas que exigem medicação contínua — nem sempre disponível no presídio onde está.

Para reforçar o pedido de liberdade, os advogados devem apresentar não apenas a perícia oficial, mas também um laudo psiquiátrico paralelo, elaborado por uma equipe liderada pelo psiquiatra forense Hewdy Lobo Ribeiro. O documento tem cerca de 90 páginas e descreve um quadro de fibromialgia, sintomas graves de depressão e condições cardíacas que exigiriam acompanhamento fora da prisão.

A estratégia da defesa é clara: convencer a Justiça italiana de que Zambelli não tem condições de permanecer encarcerada e que o mais adequado seria cumprir eventual pena em prisão domiciliar.

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