Carlos Bolsonaro entra no debate e apoia Flávio em tensão com Michelle

Carlos Bolsonaro entra no debate e apoia Flávio em tensão com Michelle

Vereador critica fala da ex-primeira-dama e diz que é preciso respeitar a liderança de Jair Bolsonaro

A crise interna no clã Bolsonaro ganhou mais um capítulo nesta segunda-feira (1º/12). Agora foi Carlos Bolsonaro (PL-RJ) quem veio a público se posicionar sobre a fala de Michelle Bolsonaro, que criticou a aproximação do PL no Ceará com o ex-governador Ciro Gomes (PSDB) — e o vereador não pensou duas vezes antes de defender o irmão, Flávio Bolsonaro.

Carlos afirmou que Flávio está “correto” e que o grupo político precisa manter unidade, seguindo a liderança de Jair Bolsonaro. Para o vereador, ninguém deveria se deixar influenciar por “forças externas”.

“Meu irmão Flávio Bolsonaro está certo, e precisamos estar unidos, respeitando a liderança do meu pai, sem nos deixarmos levar por outras forças!”, escreveu.

Flávio também havia reagido: “autoritária e constrangedora”

Mais cedo, Flávio Bolsonaro também havia criticado Michelle. À coluna de Igor Gadelha, ele afirmou que a forma como a ex-primeira-dama tratou o deputado André Fernandes, presidente do PL no Ceará, foi “autoritária e constrangedora”.

O estopim ocorreu no domingo (30/11), durante um evento no Ceará. Michelle criticou duramente o acordo do PL com Ciro, dizendo que é impossível construir aliança com alguém que ataca Bolsonaro e a família.

“Fazer aliança com o homem que vive dizendo que a família é de ladrão, de bandido? Que compara o presidente a ladrão de galinha? Não tem como”, afirmou Michelle.

André Fernandes rebate e lembra: Bolsonaro aprovou a aliança

As falas de Michelle foram rebatidas publicamente por André Fernandes (PL-CE). Segundo ele, o próprio Jair Bolsonaro teria dado o aval para a aproximação com Ciro ainda em maio.

Durante uma reunião do PL, Bolsonaro teria pedido que os parlamentares ligassem para Ciro no viva-voz para firmar o acordo.

“A esposa do ex-presidente vem dizer que fizemos algo errado, mas foi o presidente Bolsonaro quem pediu para fazermos o movimento”, disse o deputado.

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