
Carlos Bolsonaro reage após STF negar prisão domiciliar ao ex-presidente
Decisão de Alexandre de Moraes ignora novo pedido da defesa, e vereador destaca estado de saúde do pai
O vereador Carlos Bolsonaro usou as redes sociais nesta quinta-feira (1º/1) para se manifestar contra a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que rejeitou o pedido de prisão domiciliar feito pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Na publicação, Carlos criticou duramente o posicionamento do magistrado e chamou atenção para os problemas de saúde enfrentados pelo pai nos últimos dias. Segundo ele, mesmo após a apresentação de laudos médicos e de decisões semelhantes adotadas em outros casos, o pedido foi novamente negado.
“Moraes acaba de recusar a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro, apesar de todas as condições de saúde já expostas e dos precedentes apresentados pela defesa”, escreveu o vereador.
Defesa alegou razões humanitárias
O pedido foi protocolado na quarta-feira (31/12) e tinha caráter humanitário. Os advogados argumentaram que o cumprimento da pena em regime fechado poderia agravar o estado de saúde do ex-presidente, que teria passado recentemente por procedimentos médicos e segue em acompanhamento clínico.
A defesa também citou decisões anteriores da Justiça que concederam prisão domiciliar em situações semelhantes, como no caso do ex-presidente Fernando Collor, na tentativa de reforçar o pedido.
Moraes diz que não há fatos novos
Ao analisar a solicitação, Alexandre de Moraes afirmou que não houve apresentação de fatos novos que justificassem uma mudança de entendimento. Segundo o ministro, os argumentos apresentados já haviam sido examinados em pedidos anteriores e não atendem aos critérios legais exigidos para a concessão do benefício.
Moraes também declarou que o quadro clínico de Jair Bolsonaro apresenta evolução positiva após as intervenções médicas realizadas, afastando, na avaliação do STF, a necessidade de prisão domiciliar neste momento.
A decisão reforça a manutenção do ex-presidente no regime determinado pela Justiça, enquanto a defesa avalia novos recursos cabíveis.