Cartões corporativos de Lula torram milhões e somem no sigilo

Cartões corporativos de Lula torram milhões e somem no sigilo

Só nos seis primeiros meses de 2025, governo gastou R$ 56 milhões em despesas encobertas por sigilo; conta de R$ 252 mil foi paga com um único cartão da Presidência

O governo Lula parece ter perdido a mão quando o assunto é gastar no cartão — e, pior, sem dar satisfação. Nos primeiros seis meses de 2025, os cartões corporativos da União sugaram mais de R$ 56 milhões dos cofres públicos. Quem lidera essa farra é o Ministério da Justiça, com a Polícia Federal, que já gastou R$ 15,3 milhões. Na sequência, aparece a Presidência da República, que torrou R$ 12 milhões, tudo isso distribuído entre apenas 11 sortudos portadores de cartão.

E os gastos chamam atenção não só pelo valor, mas pelo mistério. Um único cartão da Presidência quitou, em julho, uma fatura de R$ 252 mil. Sem detalhes, tudo coberto por sigilo. E essa não foi a única extravagância recente: no mês anterior, outro gasto sigiloso da mesma Presidência chegou a R$ 189 mil.

No total, o governo possui cerca de 4.325 cartões corporativos ativos, mas a média mensal de gasto por cartão ultrapassa os R$ 12 mil, o que representa mais de oito vezes o valor do salário-mínimo. E isso sem contar os R$ 216 milhões utilizados via cartões da Defesa Civil para emergências nos estados.


Exportação e diplomacia sob tensão

Enquanto o governo brasileiro enfrenta atritos diplomáticos, especialmente com Estados Unidos e Argentina, é justamente desses países que vêm os maiores lucros da indústria nacional. Entre janeiro e junho, os EUA compraram US$ 20 bilhões (cerca de R$ 112 bilhões) do Brasil, sendo quase 80% de produtos industrializados. A Argentina, por sua vez, adquiriu US$ 9,1 bilhões (R$ 51 bilhões), com 95% de itens manufaturados — principalmente carros e peças automotivas, que representam 43% das exportações brasileiras para lá.

Ainda assim, Lula visitou a rival política do presidente Milei e, de quebra, levou um “não” de Donald Trump, que declarou publicamente que não pretende conversar com Lula, acusando-o de tratar Bolsonaro com injustiça.


Culpas jogadas e frases afiadas

Se tem algo em que o governo Lula segue firme é em empurrar responsabilidades. O ministro da Educação, Camilo Santana, preferiu culpar as enchentes no Rio Grande do Sul pelo fracasso em alcançar as metas de alfabetização infantil, numa estratégia que lembra a do próprio presidente.

Enquanto isso, o senador Carlos Portinho (PL-RJ) não poupou críticas, afirmando que o governo se resume a “blefes, bravatas e narrativas”, enquanto

Compartilhe nas suas redes sociais
Categorias
Tags