Caso dos Respiradores: STF volta a investigar Rui Costa

Caso dos Respiradores: STF volta a investigar Rui Costa

Inquérito sobre compra frustrada de 300 respiradores, que nunca chegaram, retorna às mãos de Flávio Dino no Supremo

O velho escândalo dos respiradores, que atormentou o Consórcio Nordeste durante a pandemia, voltou a rondar a vida do ministro da Casa Civil, Rui Costa. O inquérito, aberto em 2023, voltou a tramitar no Supremo Tribunal Federal (STF) e agora está nas mãos do ministro Flávio Dino, colega de governo de Rui até pouco tempo.

O processo investiga a negociação fracassada de 300 respiradores, no valor de R$ 48 milhões, pagos antecipadamente durante o auge da Covid-19. Os equipamentos, porém, nunca foram entregues. Na época, Rui era governador da Bahia e também presidente do Consórcio Nordeste — criado para tentar dar respostas conjuntas à crise sanitária.

O Tribunal de Contas da União (TCU) até livrou Rui Costa de punições administrativas e financeiras neste ano, alegando que não houve dolo ou má-fé, apesar de reconhecer falhas graves no processo. Mas, na esfera criminal, a história ainda não terminou.

Depois de idas e vindas na Justiça — graças às mudanças nas regras do foro privilegiado —, o inquérito agora está de volta ao STF. E caberá a Flávio Dino decidir quais serão os próximos passos: se convoca mais depoimentos, pede novas perícias ou até arquiva, caso entenda que não há elementos suficientes.

Procurada, a assessoria de Rui Costa preferiu não comentar o assunto.

O episódio, revelado ainda em 2020, foi marcado por uma série de erros, começando pelo pagamento antecipado a uma empresa sem qualquer capacidade de fornecer os respiradores prometidos. Além de Rui, o inquérito também mira outros gestores do Consórcio Nordeste e empresas envolvidas na negociação frustrada.

Agora, a expectativa é que o Supremo tome decisões nos próximos meses. Mas, como já virou praxe na Justiça brasileira, não há qualquer previsão para um desfecho.

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