Celso Sabino bate de frente com União Brasil para continuar ministro de Lula

Celso Sabino bate de frente com União Brasil para continuar ministro de Lula

Subtítulo: Mesmo sob ameaça de expulsão do partido, ministro do Turismo desafia a sigla e reafirma lealdade ao governo e ao povo do Pará

O ministro do Turismo, Celso Sabino, está no centro de uma queda de braço com a direção do União Brasil, que pressiona pela sua saída do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Apesar de ter indicado, no fim de setembro, que entregaria o cargo, Sabino segue firme no posto e, mais do que isso, tem mantido uma presença ativa ao lado do presidente.

Na última semana, o ministro — que também é deputado federal pelo Pará — acompanhou Lula em eventos relacionados à COP 30, a conferência climática da ONU que será sediada em Belém. Durante o discurso, Sabino deixou claro que não pretende abrir mão de sua ligação com o estado nem do apoio ao governo federal.

“Não é partido, nem cargo, nem vaidade pessoal que vai me afastar do povo do Pará”, declarou. “Conte comigo, presidente, para seguir de mãos dadas, porque reconheço o que o senhor fez pelo Brasil.”

A crise começou quando o União Brasil oficializou sua federação com o Progressistas (PP) e decidiu romper de vez com o governo petista. Desde então, a cúpula do partido vem exigindo que todos os filiados entreguem seus cargos no Executivo. Sabino, porém, é o último ministro do União ainda no governo — e parece disposto a segurar a cadeira até o fim.

No último domingo (5), o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, um dos líderes mais influentes da legenda e pré-candidato à Presidência em 2026, afirmou que o partido vai se reunir nesta quarta-feira (8) para deliberar sobre a expulsão de Sabino por “infidelidade partidária reiterada”.

O deputado Fábio Schiochet (União-SC) é o relator do processo disciplinar e deve apresentar seu parecer após receber a defesa formal do ministro.

Mesmo com a pressão, Sabino não está sozinho. Deputados aliados defendem sua permanência no governo, argumentando que ele tem feito um bom trabalho no Turismo e deve colher resultados importantes com a COP 30.

Por enquanto, o ministro prefere o silêncio público — mas, nos bastidores, articula apoio e ensaia resistir até o último minuto. Afinal, entre o partido e o Planalto, Sabino parece já ter escolhido de que lado da ponte quer ficar.

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