Chefe da Otan ameaça Brasil com tarifas de até 100% por manter negócios com a Rússia

Chefe da Otan ameaça Brasil com tarifas de até 100% por manter negócios com a Rússia

Jens Stoltenberg critica comércio brasileiro com russos e alerta: Putin tem 50 dias para mudar postura na guerra

O Brasil entrou no radar da Otan. Segundo o secretário-geral da aliança militar, Jens Stoltenberg, o país pode ser alvo de tarifas altíssimas — de até 100% — como punição por seguir mantendo relações comerciais com a Rússia em meio à guerra contra a Ucrânia.

A declaração veio como um alerta direto, não só ao Brasil, mas a qualquer nação que esteja negociando com Moscou, mesmo de forma indireta. Para Stoltenberg, essas parcerias estão, na prática, ajudando a sustentar o esforço de guerra de Vladimir Putin.

Ele foi além e cravou um prazo: Putin teria cerca de 50 dias para demonstrar disposição real em negociar ou dar sinais de que pretende encerrar o conflito. Caso contrário, sanções mais duras, inclusive contra países que continuam fazendo negócios com a Rússia, devem ser colocadas na mesa.

O aviso deixou claro que o Ocidente, especialmente os Estados Unidos e os membros da Otan, estão pressionando não apenas o Kremlin, mas também seus parceiros comerciais. E o Brasil, que mantém importações e exportações com a Rússia — inclusive no setor de fertilizantes — entrou nessa equação.

A possibilidade de tarifas de até 100% preocupa porque atingiria diretamente setores estratégicos da economia brasileira, como o agronegócio, que depende de insumos russos. Além disso, o tom adotado por Stoltenberg mostra que a tolerância com países neutros ou que seguem “fazendo vista grossa” está diminuindo rapidamente.

Até agora, o governo brasileiro tem mantido uma postura de equilíbrio, tentando não se envolver diretamente no conflito, mas a fala do chefe da Otan indica que essa neutralidade começa a ter um custo.

A tensão geopolítica se intensifica, e o Brasil pode ter que rever suas alianças comerciais — ou se preparar para enfrentar tarifas pesadas e pressões diplomáticas ainda maiores.

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