
Coco Bambu processa Gregorio Duvivier, João Vicente e Porta dos Fundos após acusações em podcast
Rede de restaurantes pede indenização e retirada de episódio do ar após humoristas fazerem denúncias sem provas sobre origem do negócio.
Restaurante Coco Bambu leva humoristas à Justiça por declarações polêmicas
A rede de restaurantes Coco Bambu decidiu recorrer à Justiça contra o humorista Gregorio Duvivier, o ator João Vicente de Castro e a produtora Porta dos Fundos após comentários feitos durante um episódio de podcast publicado no fim de 2025.
Na ação judicial, a empresa afirma que os apresentadores fizeram insinuações graves e sem comprovação sobre a origem da rede de restaurantes, o que teria prejudicado a reputação da marca construída ao longo dos anos.
O processo pede indenização de R$ 25 mil por danos morais e também a remoção do conteúdo das plataformas digitais onde o programa foi divulgado.
Comentários no podcast geraram reação da empresa
Durante o episódio do podcast “Não Importa”, exibido no canal do grupo humorístico, os apresentadores discutiam curiosidades sobre estados brasileiros quando o assunto chegou ao Rio Grande do Norte.
No meio da conversa, Gregorio Duvivier mencionou um restaurante famoso da região, o Camarões Restaurante, conhecido pela culinária de frutos do mar.
Em tom irônico, o humorista insinuou que um empresário teria visitado o estabelecimento, copiado pratos, levado funcionários e replicado o modelo de negócio em escala nacional — comentário que, segundo a ação judicial, faria referência indireta ao Coco Bambu.
Apesar de não citar o nome da rede diretamente, o restaurante afirma que a associação feita no programa é evidente e prejudicial.
Falas foram interpretadas como acusações sem provas
No mesmo episódio, João Vicente de Castro reforçou o comentário e elogiou o dono do restaurante potiguar, afirmando que ele teria mantido o negócio original enquanto outro empresário teria simplesmente reproduzido o modelo.
Para o Coco Bambu, esse tipo de narrativa ultrapassa o limite do humor e entra no terreno da acusação pública sem comprovação, algo que pode causar danos à imagem de uma empresa presente em diversas cidades do Brasil.
A rede argumenta no processo que comentários desse tipo, feitos em um canal com grande audiência, podem criar suspeitas injustas e espalhar desinformação entre o público.
Processo tramita no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro
A ação judicial foi protocolada na 11ª Vara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, onde será analisada.
Entre os pedidos apresentados pela rede de restaurantes estão:
- pagamento de indenização por danos morais
- retirada do episódio das plataformas digitais
- reconhecimento de que as declarações afetaram a reputação da marca.
Até o momento, Gregorio Duvivier, João Vicente de Castro e o grupo Porta dos Fundos ainda não se pronunciaram oficialmente sobre o processo.
Debate reacende discussão sobre limites do humor
O episódio voltou a levantar um debate antigo no Brasil: até que ponto o humor pode fazer acusações ou insinuações envolvendo pessoas e empresas reais.
Críticos das declarações afirmam que programas de entretenimento precisam ter responsabilidade ao abordar histórias que podem afetar reputações. Já defensores do humor irreverente argumentam que a comédia frequentemente utiliza exageros e provocações.
Agora, caberá à Justiça decidir se as falas ultrapassaram os limites da liberdade de expressão ou se fazem parte do campo da sátira e da crítica humorística.
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