
Confusão toma conta da CPMI do INSS após aprovação de quebra de sigilo de Lulinha
Sessão termina em empurra-empurra, gritos e queda da transmissão oficial após decisão que atinge filho do presidente Lula
A CPMI do INSS aprovou a quebra de sigilo bancário e fiscal de Lulinha e a reação foi imediata: parlamentares discutiram, houve empurra-empurra e a sessão precisou ser suspensa. Veja os detalhes da confusão no Congresso.
A reunião da CPMI do INSS, realizada nesta quinta-feira (26), terminou em tumulto após os parlamentares aprovarem a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. O clima, que já era tenso, explodiu logo após a votação simbólica do requerimento.

Poucos minutos depois do resultado, deputados da base governista se dirigiram ao relator da comissão, Alfredo Gaspar, para contestar a decisão. A discussão rapidamente saiu do campo verbal e evoluiu para empurra-empurra, obrigando a presidência a interromper a sessão.
Gritos, confronto e sessão suspensa
Entre os parlamentares que protagonizaram o confronto estavam Rogério Corrêa e Alencar Santana, ambos do PT, que avançaram em direção ao relator. Deputados da oposição também se envolveram na confusão, tentando conter os ânimos em meio a gritaria e tentativas de separação.
Diante do caos, a reunião foi suspensa e a transmissão ao vivo da TV Senado acabou sendo derrubada, evidenciando o grau de desorganização que tomou conta do plenário.
Por que Lulinha entrou na investigação
A quebra de sigilo de Lulinha foi solicitada pelo relator como parte do aprofundamento das investigações sobre um esquema bilionário de fraudes no INSS, que teria prejudicado milhões de aposentados e pensionistas em todo o país.
O nome de Lulinha aparece em decisões do Supremo Tribunal Federal que autorizaram a Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União a avançarem em uma nova fase da Operação Sem Desconto, deflagrada em dezembro de 2025.
Mensagens extraídas do celular de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS” e apontado como principal operador do esquema, mencionam o repasse de cerca de R$ 300 mil ao “filho do rapaz”. Para os investigadores, a referência seria direta a Lulinha.
Outras quebras de sigilo e convocações
Além do caso envolvendo o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a CPMI aprovou outros 86 requerimentos durante a 32ª reunião. Entre eles, estão a quebra dos sigilos bancário e fiscal do Banco Master e convocações de nomes ligados ao setor financeiro e político.
Também devem ser ouvidos ex-executivos, empresários e ex-parlamentares, como Augusto Ferreira Lima, André Moura, Danielle Miranda Fontelles e Gustavo Marques Gaspar, ampliando o alcance das apurações.
Investigação segue apesar da turbulência
Mesmo com a confusão, a CPMI mantém o foco em rastrear o caminho do dinheiro e identificar responsabilidades no esquema de descontos ilegais. O episódio desta quinta-feira escancarou o clima de nervosismo no Congresso e mostrou que, à medida que a investigação se aproxima de figuras próximas ao poder, a tensão política tende a aumentar.
Memória quase cheia
Quando a memória estiver cheia, as respostas parecerão menos personalizadas. Faça upgrade para expandir a memória ou gerencie as existentes.
Gerenciar
Obtenha mais