Correios afundam em prejuízo e devem pegar até R$ 15 bilhões em empréstimo com juros altos

Correios afundam em prejuízo e devem pegar até R$ 15 bilhões em empréstimo com juros altos

Estatal que já foi lucrativa agora depende de bancos — e paga caro — para tentar fechar as contas e sobreviver até 2027.

O drama dos Correios parece não ter fim. De acordo com informações obtidas pelo Estadão/Broadcast, o tão esperado empréstimo para socorrer a estatal deve finalmente sair na próxima semana. O valor, antes cogitado em R$ 20 bilhões, deve ficar entre R$ 10 bilhões e R$ 15 bilhões, com juros próximos a 120% do CDI — o teto considerado aceitável pelo Tesouro Nacional para operações com garantia da União.

A mudança no rumo das negociações só aconteceu porque a Caixa Econômica Federal entrou no processo. Na proposta anterior, feita por cinco bancos privados, a taxa de 136% do CDI foi considerada um abuso, levando o Tesouro a rejeitar o acordo e exigir condições mais razoáveis.

Correios acumulam rombo bilionário

A situação é tão grave que a empresa já acumula R$ 6 bilhões em prejuízo até setembro. Mais cedo, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, admitiu que o governo até cogita um aporte direto — mas só se o acordo com os bancos fracassar. Para ele, a prioridade é fechar o empréstimo com aval do Tesouro e avançar na chamada “reestruturação séria”.

Dinheiro para tapar buracos e cortar pessoal

O socorro bilionário não é apenas para cobrir o rombo atual. O dinheiro deve financiar:

  • um PDV para 15 mil funcionários,
  • investimentos mínimos para manter a empresa funcionando,
  • pagamentos de dívidas já vencidas,
  • regularização de pendências com fornecedores,
  • e o fechamento das contas até 2026.

Para voltar a ser lucrativa em 2027, os Correios precisam de um ajuste brutal: entre R$ 6 bilhões e R$ 8 bilhões por ano, somando cortes e aumento de receita. Uma reestruturação dessa magnitude mostra o tamanho do desmantelo que tomou conta da estatal — uma empresa que já foi sólida, estável e lucrativa.

Hoje, porém, se vê obrigada a implorar crédito no mercado, pagar juros altíssimos e sacrificar trabalhadores para segurar um barco que afunda rápido.

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