CPMI do INSS quer suspender consignados por 180 dias para proteger aposentados

CPMI do INSS quer suspender consignados por 180 dias para proteger aposentados

Presidente da comissão defende “respiro emergencial” enquanto contratos são revisados e fraudes investigadas

A sessão da CPMI do INSS desta terça-feira (18) trouxe uma proposta que mexe diretamente com a rotina — e o bolso — de milhões de aposentados. O presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), defendeu que o país suspenda por 180 dias a cobrança das parcelas de empréstimos consignados já contratados.

Segundo ele, essa pausa seria uma espécie de freio de emergência: tempo para revisar contratos, identificar irregularidades e impedir que aposentados continuem pagando por dívidas que nem sequer reconhecem.

“É uma posição institucional, mas também humana”, afirmou. “Precisamos considerar uma suspensão temporária das cobranças para permitir que erros sejam corrigidos e que injustiças parem de se repetir.”

Viana reforçou que a medida não mira punir bancos ou travar o crédito. O objetivo, segundo ele, é dar proteção social a quem está sendo descontado indevidamente mês após mês — muitas vezes sem saber nem de onde o débito surgiu.

CPMI investiga fraudes em série no INSS

A comissão, formada por 32 deputados e senadores, trabalha para desvendar um esquema de descontos irregulares em benefícios de aposentados e pensionistas. Nesta fase, os parlamentares ouviram duas figuras centrais na investigação:

  • João Carlos Camargo Júnior, empresário suspeito de operar o desvio de aposentadorias;
  • Cecília Rodrigues Mota, presidente da AAPB, também alvo da apuração.

Viana afirmou que a primeira etapa dos trabalhos está perto de ser concluída. O senador diz que o “núcleo duro” do grupo que fraudou a Previdência já está preso — com apenas um investigado ainda foragido.

E avisou: mais operações devem acontecer. “À medida que surgirem novos documentos e provas, novas

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