Crime brutal em Copacabana: o que se sabe sobre o estupro coletivo contra adolescente no Rio

Crime brutal em Copacabana: o que se sabe sobre o estupro coletivo contra adolescente no Rio

Investigação aponta que jovem de 17 anos teria sido atraída para uma emboscada em apartamento; suspeitos são investigados e alguns chegaram a se entregar à polícia

Um caso de violência que chocou o Rio de Janeiro está sendo investigado pela Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro. Uma adolescente de 17 anos afirma ter sido vítima de estupro coletivo dentro de um apartamento no bairro de Copacabana, na Zona Sul da cidade.

O crime teria ocorrido no dia 31 de janeiro de 2026 e, segundo a investigação, cinco rapazes estariam envolvidos — quatro maiores de idade e um adolescente. O caso veio a público no início de março e rapidamente provocou indignação nas redes sociais e entre moradores da cidade.

As autoridades classificam o episódio como uma emboscada planejada, e os suspeitos podem responder por crimes graves que, somados, podem resultar em penas superiores a 20 anos de prisão.

Como a adolescente teria sido atraída para o local

De acordo com o relato da vítima às autoridades, tudo começou com um convite aparentemente comum. A jovem recebeu uma mensagem para visitar o apartamento de um conhecido em Copacabana.

Ao chegar ao prédio, no entanto, a situação mudou rapidamente.

Segundo a investigação, um dos rapazes — que é menor de idade — teria sugerido que eles fariam “algo diferente”. A adolescente afirma ter recusado a proposta imediatamente.

Ainda assim, ela relata que foi levada para um quarto do apartamento, onde teria sido trancada e mantida contra a própria vontade, momento em que ocorreram agressões e violência sexual.

Quem são os investigados no caso

A polícia identificou os suspeitos envolvidos no episódio. Entre eles estão:

  • João Gabriel Xavier Bertho, 19 anos
  • Vitor Hugo Oliveira Simonin, 18 anos
  • Bruno Felipe dos Santos Allegretti, 18 anos
  • Mattheus Veríssimo Zoel Martins, 19 anos

Além deles, há um quinto suspeito menor de idade, que responderá por ato infracional análogo ao crime de estupro.

O caso está sob responsabilidade do delegado Ângelo Lages, titular da 12ª Delegacia de Polícia, localizada em Copacabana.

Segundo o delegado, os indícios reunidos até agora apontam que a jovem foi atraída para uma armadilha previamente organizada.

Desdobramentos: prisões, investigação e novas denúncias

Com o avanço das investigações, alguns dos suspeitos passaram a ser procurados pela Justiça. Parte deles se apresentou espontaneamente à polícia nos dias seguintes, enquanto outro investigado ainda era considerado foragido no momento inicial das buscas.

O caso também ganhou novos contornos quando surgiram outras denúncias de violência sexual possivelmente relacionadas ao mesmo grupo de jovens. A polícia analisa relatos de vítimas que afirmam ter sofrido abusos em ocasiões diferentes, incluindo um episódio ocorrido durante uma festa escolar meses antes.

As autoridades afirmam que essas novas denúncias ainda estão em fase inicial de apuração.

Colégio e clube esportivo tomam medidas

Dois dos acusados eram estudantes do tradicional Colégio Pedro II, uma das instituições públicas de ensino mais conhecidas do país. A direção informou que ambos foram afastados das atividades escolares, e foi iniciado o processo de desligamento.

Em nota oficial, o colégio afirmou que repudia qualquer forma de violência e declarou que ofereceu apoio à família da vítima.

Outro investigado também enfrentou consequências fora da esfera judicial. João Gabriel Xavier Bertho, que atuava como jogador do Serrano Football Club, teve o contrato suspenso pelo clube.

A equipe divulgou um comunicado afirmando que não tolera qualquer tipo de assédio ou violência e que acompanha o andamento das investigações.

Defesa de um dos acusados contesta versão da vítima

A defesa de João Gabriel Xavier Bertho declarou que nega a ocorrência de estupro e sustenta que os fatos narrados pela vítima não correspondem ao que teria acontecido no local.

Segundo os advogados, a jovem teria permitido a presença dos rapazes no quarto durante um encontro íntimo que estaria ocorrendo com um dos envolvidos. A versão apresentada pela defesa, porém, ainda será analisada durante o andamento do processo.

Enquanto isso, a polícia segue reunindo provas, ouvindo testemunhas e analisando depoimentos para esclarecer completamente o caso.

Investigação segue em andamento

O episódio provocou forte repercussão e reacendeu o debate sobre violência sexual contra adolescentes, especialmente em ambientes onde vítimas podem ser atraídas por conhecidos.

A Polícia Civil do Rio de Janeiro continua investigando todos os detalhes do caso para determinar a responsabilidade individual de cada suspeito.

As autoridades também reforçam que qualquer informação que possa ajudar nas investigações pode ser repassada de forma anônima ao Disque Denúncia, serviço que auxilia as forças de segurança na localização de suspeitos e na coleta de pistas.

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