“Criminoso aqui não tem vez”, diz Zema após resgate de empresário sequestrado

“Criminoso aqui não tem vez”, diz Zema após resgate de empresário sequestrado

Vítima passou dois dias em cativeiro enquanto criminosos exigiam resgate milionário

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), celebrou nesta quinta-feira (3) o resgate do empresário Flávio Leal de Morais, do setor de transporte de cargas, sequestrado na última terça-feira (1). Através do X (antigo Twitter), Zema parabenizou a atuação da Polícia Civil e declarou que no estado “criminoso não tem vez”.

O sequestro

Flávio foi levado por criminosos após sair de sua casa no Condomínio Estância dos Lagos, em Santa Luzia, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Os sequestradores exigiram R$ 3 milhões para libertá-lo, enquanto a polícia trabalhava em sigilo para não comprometer as investigações.

Após dois dias de cativeiro e ameaças à família, o empresário foi encontrado na BR-381, próximo a Sabará, sem ferimentos. De acordo com o delegado Thiago Machado, do Departamento Estadual de Operações Especiais (DEOESP), a polícia monitorou as negociações e conseguiu garantir a libertação da vítima sem que o pagamento do resgate fosse efetuado.

Repercussão

Nas redes sociais, Zema destacou a ação rápida da polícia:

“A Polícia Civil agiu rápido, fechou o cerco para vagabundo e resgatou o empresário sequestrado. Ele já está em casa, bem e seguro! Aqui criminoso não tem vez: reforçamos a segurança, colocamos bandido para correr e vamos atrás até prender e jogar atrás das grades.”

Medo e silêncio na empresa

Na transportadora D’Granel, onde Flávio atua como diretor, a sensação era de alívio, mas também de cautela. Funcionários relataram terem passado dois dias tensos, sem saber o desfecho do caso.

“Ficamos todos com medo. Só sabíamos que ele tinha sido sequestrado e que os bandidos queriam dinheiro”, disse um colaborador, sob anonimato.

Apesar do clima de tensão, os trabalhadores receberam orientações para evitar comentar o caso.

Próximos passos

A Polícia Civil segue investigando a identidade dos sequestradores e como eles executaram o crime. O veículo da vítima, uma Range Rover, foi encontrado com marcas de sangue, mas sem pistas concretas sobre os criminosos.

O episódio reforça a escalada da violência e os desafios da segurança pública em Minas Gerais. Mesmo com a rápida ação policial, a sensação de insegurança ainda persiste entre empresários e cidadãos.

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