De Trump a Tarcísio: o novo “poder moderador” do Brasil, segundo Lindbergh

De Trump a Tarcísio: o novo “poder moderador” do Brasil, segundo Lindbergh

Deputado do PT surta nas redes, acusa sem provas, e transforma tarifa dos EUA em trama de fuga para Bolsonaro — com direito a chantagem, sequestro e resgate nacional.

Em mais um episódio de delírios tropicais, o deputado Lindbergh Farias, líder do PT na Câmara, resolveu tirar do armário o velho figurino de “profeta do apocalipse” e disparou uma acusação que parece ter saído de um roteiro de série B: segundo ele, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, estaria articulando a fuga de Jair Bolsonaro para os EUA — tudo isso em troca de uma suposta negociação tarifária com o ex-presidente Donald Trump.

Sem apresentar qualquer evidência, Lindbergh acusou Tarcísio de “chantagem aberta contra o país” e comparou a situação a um sequestro. “Querem humilhar as instituições e livrar a cara do Bolsonaro. É isso ou jogam uma bomba no país. Agem como sequestradores de toda uma nação e agora aparecem pedindo o resgate”, escreveu o petista nas redes, num tom digno de um filme de ação estrelado por Jean-Claude Van Damme.

A teoria, digna de uma ala radicalizada do Twitter, vai além: segundo Lindbergh, o bolsonarismo agora quer transformar Trump numa espécie de tutor do Brasil — um novo “poder moderador” no lugar dos militares. Ele ainda debochou da possibilidade de Hugo Motta e Alcolumbre acompanharem Bolsonaro em viagem, ironizando se estariam indo pedir “autorização do Trump para votar anistia no Congresso”.

Enquanto isso, do lado dos adultos na sala, Tarcísio participou de reunião com representantes da Embaixada dos EUA para discutir os impactos da tarifa de 50% imposta por Trump — a maior de todas até agora — sobre o agronegócio brasileiro e empresas americanas com negócios no país. Nas redes, o governador defendeu a negociação com base em dados e disse que “narrativas não resolvem o problema”.

Mas para Lindbergh, parece que dados são só detalhe: o importante é manter a militância em chamas e acusar, de forma teatral, qualquer interlocução com os EUA de ser um plano secreto para proteger Bolsonaro. A cartilha é velha: quando falta prova, sobra gritaria. Afinal, nada mais típico de um certo setor da esquerda do que transformar desacordo político em escândalo diplomático.

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