De vermelho a verde-amarelo: Lula troca a gravata e tenta encarnar o “patriotismo oficial”

De vermelho a verde-amarelo: Lula troca a gravata e tenta encarnar o “patriotismo oficial”

Presidente fala na ONU sobre soberania, democracia e “falsos patriotas”, enquanto exibe as cores da bandeira que sempre criticou

Na abertura da Assembleia Geral da ONU, Lula deixou de lado a tradicional gravata vermelha — aquela que sempre foi o uniforme do seu palanque político — e apareceu de verde, azul e amarelo, em homenagem à bandeira brasileira. Foi um gesto calculado: vestir-se de “patriota oficial” enquanto discursava sobre democracia, soberania e até mesmo os tais “falsos patriotas” que, segundo ele, agem contra o Brasil.

No palco de Nova York, Lula falou contra sanções “arbitrárias”, cutucou Donald Trump e ainda fez questão de mirar na oposição: citou indiretamente Eduardo Bolsonaro e o influencer Paulo Figueiredo, que andam articulando nos EUA.

A ironia não passou despercebida: justamente o presidente que sempre se identificou com a gravata vermelha agora veste as cores da bandeira para bancar o guardião do verde-amarelo. No discurso, Lula ainda condenou os ataques do Hamas, mas reforçou que “nada justifica o genocídio em Gaza”.

Entre críticas ao Ocidente, menções à paz mundial e a defesa da criação de um Estado palestino, a gravata colorida virou um detalhe simbólico — parecia querer convencer que a bandeira, antes sequestrada pelo bolsonarismo, agora voltou ao armário petista.

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