Defesa de Bolsonaro nega envolvimento em plano de assassinato e questiona delator

Defesa de Bolsonaro nega envolvimento em plano de assassinato e questiona delator

Advogado afirma que não há provas que liguem o ex-presidente ao chamado “Punhal Verde e Amarelo”

Em Brasília, durante audiência no Supremo Tribunal Federal (STF), o advogado Celso Vilardi, responsável pela defesa de Jair Bolsonaro no inquérito que investiga a tentativa de golpe, afirmou nesta quarta-feira (3/9) que não existe “uma única prova” que conecte o ex-presidente aos atos de 8 de janeiro de 2023 ou ao chamado plano “Punhal Verde e Amarelo”.

O esquema, segundo as investigações, previa assassinatos do então presidente do TSE, Alexandre de Moraes, do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva e do vice Geraldo Alckmin antes da diplomação e posse em janeiro de 2023, buscando forçar novas eleições. Documentos indicam que o plano chegou a ser impresso no Palácio do Planalto pelo general Mário Fernandes, ex-número 2 da Secretaria-Geral da Presidência.

Vilardi sustentou que Bolsonaro teria sido “arrastado” para a denúncia pelo delator Mauro Cid, ex-assistente de ordens do ex-presidente, e questionou a confiabilidade do depoente, alegando que ele mudou de versão em diferentes ocasiões. “Não há provas de que o ex-presidente tenha participado do Punhal Verde e Amarelo, da operação Luneta ou de qualquer ação do dia 8 de janeiro”, disse o advogado.

O julgamento entra agora na fase final, prevista para 12 de setembro, quando os ministros iniciarão a votação. Alexandre de Moraes abrirá a etapa final, avaliando primeiro pedidos das defesas, como anulação da delação de Mauro Cid e alegações de cerceamento de defesa, antes de decidir sobre o mérito.

Mesmo em caso de condenação, a prisão não será imediata, pois ainda haverá julgamento de recursos e consideração da prisão especial prevista para militares e delegados da Polícia Federal, conforme o Código de Processo Penal.

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