
Depoente da CPMI admite laços com investigados, mas foge de explicar repasses milionários
Amparada por habeas corpus do STF, Cecília Rodrigues Mota responde só o básico e deixa parlamentares sem explicações sobre transferências de alto valor
A sessão da CPMI do INSS desta terça-feira virou um verdadeiro jogo de empurra. Chamada para esclarecer sua participação em uma rede de repasses suspeitos, Cecília Rodrigues Mota apareceu diante dos parlamentares munida de um habeas corpus concedido pelo Supremo — uma proteção que lhe permitia ficar calada sempre que julgasse necessário.
E foi exatamente isso que ela fez.
Cecília reconheceu que conhecia alguns dos investigados, mas quando chegou a hora de explicar os milhões movimentados em seu nome, recuou, preferiu o silêncio e deixou a comissão falando sozinha. Cada pergunta sobre valores, origem do dinheiro e destino dos repasses encontrava a mesma resposta: “não vou responder”.
Parlamentares se irritaram com a ausência de explicações, já que as transações sob suspeita fazem parte do núcleo financeiro da operação que a CPMI tenta desvendar. Para eles, a postura da depoente reforça as sombras que já pairam sobre o caso.
Mesmo pressionada, Cecília manteve a estratégia até o fim: admite o vínculo, mas não comenta o dinheiro — justamente o ponto que a comissão mais quer destrinchar.