
Depois dos Gritos, a Ironia: Soraya Thronicke Responde a Van Hattem com Alfinetada sobre “Precisar de CAPS”
Em meio ao caos na CPMI do INSS, senadora devolve provocação com deboche — enquanto a sessão, que deveria tratar de fraudes bilionárias, vira palco de brigas e autopromoções.
A CPMI do INSS, que já tinha virado um ambiente de pura gritaria na quinta-feira (13/11), ganhou mais um capítulo de constrangimento público. Depois de ser interrompida aos berros pelo deputado Marcel van Hattem (Novo-RS), a senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) decidiu devolver o ataque com uma dose de ironia calculada — daquelas que acendem ainda mais o pavio da polarização.
Em suas redes sociais, Soraya soltou a provocação:
— “O CAPS existe exatamente para acolher esse tipo de necessidade. Todos nós precisamos, inclusive o nobre deputado. Tá tudo certo!”
A mensagem, carregada de sarcasmo, veio após Van Hattem ter gritado chamando-a de “defensora de vagabundo” durante a sessão da CPMI. O tumulto começou quando a senadora insistiu que advogados de réus dos atos de 8 de janeiro deveriam ser investigados por supostamente “esconderem” clientes da Justiça — uma fala que acendeu a ira de bolsonaristas presentes.
O deputado perdeu o controle e disparou:
— “Ela vai ficar aqui para defender vagabundo ou investigar?”
O presidente da CPMI, Carlos Viana (Podemos-MG), precisou intervir e pedir calma, lembrando que o tema não tinha relação com o objetivo da sessão. Mesmo assim, o estrago já estava feito: mais um episódio de briga ao vivo, mais um dia em que o escândalo do INSS ficou em segundo plano diante das disputas políticas.
O clima já vinha pesado desde o dia anterior, quando Soraya também foi atacada por bolsonaristas em outra sessão — dessa vez por sugerir que havia um “conluio” por trás das narrativas unificadas dos réus do 8 de Janeiro.
Enquanto isso, a CPMI segue atolada em discussões laterais, trocas de insultos e tentativas de aparecer nas redes — tudo, menos o foco que deveria ter: investigar o esquema bilionário que sangrou o bolso dos aposentados. Aqui fora, resta só o mesmo sentimento: repúdio ao circo que a política insiste em montar onde deveria haver seriedade.