
Derrite critica governo Lula
Secretário de Segurança de SP acusa União de engessar estados e defende maior autonomia para políticas públicas
O secretário de Segurança de São Paulo, Guilherme Derrite (PP), não poupou críticas ao governo Lula durante participação na Comissão Especial sobre Competências Federativas, no Congresso, nesta terça-feira (14/10). Pré-candidato ao Senado pelo estado de São Paulo em 2026, com apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro, Derrite afirmou que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública centraliza poder na União e prejudica os estados.
Segundo ele, o governo federal tenta “engessar os estados” enquanto mantém repasses considerados irrisórios para as unidades federativas, e ainda concentra decisões em um conselho nomeado pelo Executivo. “Hoje, cerca de 80% do financiamento da segurança recai sobre os estados. O governo determina diretrizes sem garantir recursos proporcionais, e isso precisa mudar”, disse.
Derrite também criticou o sistema de audiências de custódia. “Elas liberam criminosos, até sequestradores, e estimulam a reincidência. Precisamos criar critérios claros para prisões preventivas, especialmente em casos de ameaça ou violência. Isso é um câncer para a segurança pública”, afirmou.
Em meio a apoiadores bolsonaristas, o secretário apresentou números da segurança paulista e comentou sua candidatura ao Senado. A saída da secretaria deve ocorrer até março de 2026, antes do prazo legal de desincompatibilização, como parte de um acordo com o governador Tarcísio de Freitas.
Derrite evitou comentar episódios polêmicos de violência policial que geraram desconforto no governo, mas destacou que o trabalho da secretaria será base para sua atuação como senador. Ele ainda ressaltou a importância de a direita conquistar as duas vagas em disputa no Senado no ano que vem.
Com a candidatura de Eduardo Bolsonaro agora considerada improvável, outros nomes da corrida incluem Marcos Feliciano (PL) e Cezinha Madureira (PSD), na disputa pela segunda vaga.