Enquanto Bolsonaro enxugou a máquina, Lula transforma o governo em cabide de empregos

Enquanto Bolsonaro enxugou a máquina, Lula transforma o governo em cabide de empregos

De um lado, cortes históricos e fim de cargos inúteis; do outro, recorde absoluto de comissionados e a volta do inchaço estatal

O contraste entre os governos não poderia ser mais gritante. Em 2025, a gestão de Luiz Inácio Lula da Silva bateu um recorde nada honroso: mais de 50 mil cargos comissionados, o maior número de postos de confiança já registrado na história da administração pública federal. Um verdadeiro festival de nomeações, que escancara a transformação do Estado em um enorme cabide de empregos, bancado pelo contribuinte.

O cenário atual caminha na contramão do que foi feito durante o governo Jair Bolsonaro. Em 2019, Bolsonaro assinou um decreto que extinguiu mais de 27 mil cargos federais, numa das maiores ações de enxugamento da máquina pública já realizadas. Foram 14 mil postos vagos eliminados imediatamente e outros 13 mil que deixaram de existir à medida que ficavam desocupados, impedindo a reposição automática e o crescimento descontrolado do funcionalismo.

A medida teve impacto direto, sobretudo no Ministério da Saúde, responsável pela maior parte dos cargos extintos. Ainda assim, o governo Bolsonaro deixou claro que o objetivo era eliminar funções obsoletas, reorganizar carreiras e cortar desperdícios, sem comprometer os serviços essenciais. Cargos considerados ultrapassados ou sem justificativa prática simplesmente deixaram de existir. Em outras palavras: menos gordura, mais eficiência.

Já no governo Lula, o discurso de “reorganização administrativa” soa cada vez mais vazio diante dos números. O que se vê, na prática, é a multiplicação de cargos de confiança, muitos deles ocupados por indicações políticas, aliados e apadrinhados. A máquina cresce, os gastos disparam e a promessa de austeridade fica só no papel.

Enquanto Bolsonaro apostou em reduzir privilégios e racionalizar o Estado, Lula parece determinado a ressuscitar o modelo antigo: ministérios inflados, estruturas inchadas e milhares de cargos distribuídos como moeda política. O resultado é um governo pesado, caro e distante da realidade de quem paga a conta.

No fim das contas, a comparação é inevitável. Um presidente cortou mais de 100 mil cargos ao longo do mandato, buscando eficiência e economia. O outro bate recordes de nomeações e consolida o Estado como abrigo político. Para o cidadão comum, sobra a sensação de déjà-vu — e a certeza de que o cabide voltou a balançar, agora com força total.

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