
Ex-diretor da PF preso em operação foi indicado por Alexandre Silveira para comitê da Petrobras
Rodrigo Teixeira, ligado ao ministro de Minas e Energia, renunciou após ser preso por suspeita de corrupção em esquema bilionário de mineração
Preso nesta quarta-feira (17/9) na operação Rejeito, o delegado da Polícia Federal Rodrigo de Melo Teixeira não era apenas um nome de peso da corporação: ele também havia sido indicado pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, para integrar o Comitê de Segurança, Meio Ambiente e Saúde da Petrobras.
Ligado ao grupo conhecido como “silveirinhas”, formado por apadrinhados políticos de Silveira, Rodrigo ocupava o cargo até o momento da prisão. Logo após a operação, apresentou renúncia imediata, confirmada pela estatal, que ressaltou não ter qualquer vínculo com os fatos investigados.
A carreira de Rodrigo foi marcada por posições estratégicas: chefiou a superintendência da PF em Minas, presidiu a Fundação Estadual do Meio Ambiente, atuou como secretário adjunto de Segurança em Belo Horizonte e ocupou cargos de direção no governo Lula.
Agora, porém, seu nome aparece no centro de um esquema de corrupção e mineração ilegal que movimentou mais de R$ 1,5 bilhão. A operação prendeu também o diretor da Agência Nacional de Mineração (ANM), Caio Mario Seabra, e cumpriu dezenas de mandados de busca e apreensão.
A PF aponta que o grupo comprava servidores e gestores públicos para liberar licenças ambientais fraudulentas em áreas protegidas.