
Ex-ministra de Bolsonaro entra na briga: “Não vamos tolerar a erotização de crianças na internet”
Cristiane Britto declara apoio a Felca, que denunciou o influenciador Hytalo Santos por expor menores a conteúdo sexualizado, e promete acompanhar o caso de perto.
A ex-ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos no governo Bolsonaro, Cristiane Britto, se pronunciou nesta sexta-feira (8) sobre um tema que incendiou as redes sociais: a denúncia feita pelo influenciador Felca contra Hytalo Santos, acusado de expor crianças e adolescentes a conteúdos com conotação sexual. Com histórico de atuação firme na defesa da infância, Britto foi uma das primeiras figuras públicas a cobrar medidas concretas diante das acusações.

O vídeo de Felca, que conta com mais de 13 milhões de seguidores, viralizou em poucas horas — ultrapassando 9 milhões de visualizações em um único dia. Nele, o influenciador mostra imagens de menores em festas com bebidas alcoólicas e comportamentos sexualizados, chamando o conteúdo de “nefasto” e “circo macabro”. Segundo ele, a estratégia serviria para atrair visualizações, inclusive de públicos perigosos, como pedófilos.
Entre os casos mencionados, está o de Kamylinha, influenciadora mirim que teria sido exposta a esse tipo de material desde os 12 anos. Hytalo, com cerca de 17 milhões de seguidores, já é investigado pelo Ministério Público da Paraíba desde o ano passado por suspeita de exploração infantojuvenil. Pais e responsáveis também podem responder por omissão, caso fique comprovada a negligência.
Em suas redes, Cristiane Britto foi direta:
“Fui pesquisar e vi que o Ítalo (Hytalo) já está sendo investigado pelo Ministério Público. A acusação é de que ele cria e divulga um ambiente virtual para atrair pedófilos, com crianças sendo erotizadas e até consumindo álcool.”
Britto afirmou que acompanhará o caso pessoalmente:
“Como mãe, advogada e ex-ministra, quero deixar claro: estarei de olho. Felca, conte comigo. Se a acusação for confirmada, vamos responsabilizar todos os envolvidos.”
Ela também fez um alerta sobre a urgência de proteger a infância online:
“Não podemos mais aceitar que likes, fama e dinheiro sejam colocados acima da segurança de nossas crianças. As redes sociais não são terra sem lei.”
O Ministério Público da Paraíba informou que as investigações já incluem o depoimento de adolescentes e responsáveis, e que todos podem ser responsabilizados caso a omissão seja comprovada.