Festa luxuosa de desembargador com show de Ivete vira escândalo no Judiciário

Festa luxuosa de desembargador com show de Ivete vira escândalo no Judiciário

Evento em restaurante caríssimo, com presença de ministros e políticos, levanta suspeitas às vésperas da eleição no TJ-BA

A comemoração de aniversário do desembargador José Edivaldo Rocha Rotondano, que disputa a presidência do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), virou motivo de muita conversa — e desconforto — nos bastidores do Judiciário. O motivo? Uma festa de alto luxo no restaurante Amado, um dos mais caros de Salvador, e um show particular da cantora Ivete Sangalo, que no palco ainda gritou para o amigo: “Nosso presidente!”

O evento aconteceu no domingo (9/11) e reuniu uma plateia de peso: ministros, políticos, magistrados, integrantes do alto escalão dos Três Poderes e empresários influentes. Até agora, ninguém sabe — ou quer dizer — quem bancou a conta, justamente no momento em que Rotondano tenta assumir o comando do TJ-BA. Para muitos, o silêncio sobre os custos é o que mais chama atenção.

Entre os presentes estavam o ministro do STF Dias Toffoli, o senador Jaques Wagner, o ministro da Casa Civil Rui Costa, o vice-governador Geraldo Júnior, o prefeito Bruno Reis, além de advogados e outras autoridades.

Acusação de “showmício”

A apresentação de Ivete, vista por alguns como uma forma de apoio público ao candidato, foi apelidada de “showmício” por colegas. Embora a lei eleitoral tradicional proíba artistas de fazerem shows em apoio a campanhas, não existe regra específica para eleições internas do Judiciário — o que abre margem para uma zona cinzenta.

Rotondano, atualmente integrante do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), disputa a presidência do tribunal em votação marcada para 19 de novembro. Seus aliados defendem que a festa foi particular, sem qualquer relação com o pleito, e que todos os convidados compareceram por iniciativa própria.

Os críticos, porém, enxergam outra coisa: falta de transparência, luxo em excesso e uma celebração que, pela proximidade da eleição, levanta dúvidas inevitáveis. Para adversários, o evento num dos restaurantes mais sofisticados da cidade, somado ao silêncio sobre quem pagou a conta, pode colocar em xeque a imagem de imparcialidade e sobriedade que se espera de uma corte.

Fonte e Créditos: Metrópoles

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