Flávio Bolsonaro apoia Zezé e critica SBT: “Não foi jornalismo, foi palanque”

Flávio Bolsonaro apoia Zezé e critica SBT: “Não foi jornalismo, foi palanque”

Senador vê razão nas críticas do cantor, chama lançamento do SBT News de “show de horrores” e diz que foi poupado de um constrangimento ao não participar do evento

Em meio à turbulência causada pelo lançamento do SBT News, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) decidiu entrar no debate e saiu em defesa de Zezé di Camargo, que criticou duramente o evento por abrir espaço político em um momento que deveria ser institucional. Para Flávio, o cantor apenas verbalizou o incômodo de muita gente que assistiu, perplexa, à cena.

O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro classificou o evento como um verdadeiro “show de horrores”. Segundo ele, a emissora ofereceu um palanque desnecessário a figuras que, sob o discurso de defesa da democracia, teriam atropelado princípios básicos como a liberdade de expressão, a independência entre os Poderes e o devido processo legal.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, Flávio afirmou que se sentiu representado pela postura de Zezé, elogiando a coragem do artista em sair da zona de conforto e se posicionar. Para o senador, não se tratou de exagero ou destempero, mas de um desabafo legítimo diante de um cenário que, segundo ele, misturou jornalismo com alinhamento político.

Flávio revelou ainda que chegou a ser convidado para o lançamento do canal, mas acabou não comparecendo. O que inicialmente soou como frustração, depois foi interpretado por ele como livramento. “Hoje entendo que foi Deus me protegendo para não participar daquele vexame”, afirmou, em tom crítico.

Apesar das críticas ao evento, o senador ponderou que prefere analisar trajetórias completas antes de julgar pessoas ou instituições por um único episódio. Disse também que aceitou um convite para participar do programa do Ratinho, ressaltando o respeito à memória de Silvio Santos e a necessidade de diálogo para pacificar o país.

A polêmica ganhou ainda mais força após Zezé di Camargo pedir que sua participação em um especial de fim de ano do SBT não fosse exibida, em protesto contra os rumos que, na visão dele, a emissora estaria tomando. As filhas de Silvio Santos reagiram de forma diferente: enquanto Patrícia Abravanel optou pelo silêncio parcial, Daniela Beyruti publicou uma carta aberta lamentando as interpretações negativas.

O episódio acabou se transformando em um símbolo maior: para Flávio Bolsonaro e Zezé di Camargo, não se trata apenas de um evento isolado, mas de um alerta sobre os limites entre informar e fazer política — limites que, segundo eles, foram claramente ultrapassados.

Compartilhe nas suas redes sociais
Categorias
Tags