
Flávio Bolsonaro ataca Moraes, chama ministro de “psicopata” e exige anistia total para o pai
Senador defende perdão amplo aos investigados, critica ministros indicados por Lula e diz que Jair Bolsonaro continua “mais vivo do que nunca” para 2026.
Em meio à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro pelo STF, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reagiu com duras críticas nesta quinta-feira (11). Ele defendeu a aprovação de uma anistia ampla e irrestrita, que abrangeria desde o início do inquérito das fake news até a promulgação de uma nova lei, e incluiria o próprio pai.
— “Vamos unir o Parlamento para aprovar uma anistia criminal, administrativa e eleitoral. Será para todos, incluindo Bolsonaro”, disse Flávio em frente ao condomínio onde o ex-presidente cumpre prisão domiciliar.
O senador não poupou ataques ao ministro Alexandre de Moraes, relator da ação que resultou na condenação de Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão. Flávio chegou a chamá-lo de “psicopata” e afirmou que Moraes poderia obrigar o ex-presidente a cumprir pena em regime fechado, em penitenciária comum.
Além disso, questionou a participação de Cristiano Zanin e Flávio Dino no julgamento, por terem sido indicados ao STF pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
— “Não esperávamos um julgamento pelo processo em si, mas sim por quem iria julgar. Há ministros inimigos declarados de Bolsonaro”, afirmou.
Mesmo após a condenação, Flávio sustentou que Bolsonaro segue sendo a principal liderança da direita e não descartou sua candidatura em 2026.
— “O jogo está só começando. Bolsonaro está mais vivo do que nunca e tem a moral necessária para pedir o voto do povo brasileiro”.
Ele ainda relatou preocupação com a saúde do pai, dizendo que a tensão do processo já estaria trazendo reflexos físicos.
— “Há um vídeo em que ele aparece soluçando. É um soluço de quem está sofrendo, com algum problema ainda”, comentou.
Paralelamente, o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), reforçou o discurso e disse esperar que a votação da anistia ocorra já na próxima semana, com validade retroativa.
— “Precisamos acabar com a arma do ditador da toga, que são esses inquéritos sem fundamento”, declarou.
A condenação de Bolsonaro foi aprovada por 4 votos a 1 na Primeira Turma do STF. Além do ex-presidente, nomes como Augusto Heleno, Braga Netto, Anderson Torres, Paulo Sérgio Nogueira e Almir Garnier também receberam penas pesadas, enquanto Mauro Cid, que fechou acordo de delação, teve punição reduzida.