
Flávio Bolsonaro convoca a direita para nova ofensiva contra veto de Lula
Senador diz que derrubar veto sobre dosimetria é passo decisivo e fala em “batalha política” pela frente
Durante o ato “Acorda, Brasil”, realizado neste domingo (1º) na Avenida Paulista, o senador Flávio Bolsonaro afirmou que a direita brasileira enfrenta uma batalha decisiva nos próximos meses: a derrubada do veto imposto pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao projeto que altera a dosimetria das penas dos condenados pelos atos de 8 de janeiro.
Pré-candidato à Presidência da República, Flávio destacou que, embora o texto aprovado pelo Congresso não represente tudo o que o grupo defende, ele já simboliza um avanço importante. Segundo o senador, a reversão do veto pode permitir que grande parte dos condenados deixe a prisão e cumpra pena em casa, o que ele classificou como um gesto mínimo de justiça.
“Não é o cenário ideal, mas é um primeiro passo. Com a derrubada do veto, praticamente todas as pessoas do 8 de janeiro poderão voltar para suas casas”, afirmou, sob aplausos dos manifestantes.
No discurso, Flávio também fez questão de agradecer o apoio do governador Tarcísio de Freitas e do prefeito Ricardo Nunes, dizendo que ambos “vestiram a camisa do Brasil” e estão alinhados a um projeto que, segundo ele, busca resgatar valores, estabilidade institucional e esperança no país.
Apesar do apoio citado, Tarcísio não esteve presente fisicamente no ato, assim como a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
Flávio endureceu o tom ao avaliar o atual governo, classificando a gestão petista como “horrorosa” e afirmando que a juventude brasileira vive hoje sem perspectivas claras de futuro. Ele também abordou temas sociais, dizendo que as mulheres devem ser protegidas e respeitadas “sem discurso vazio ou hipocrisia”.
Ao falar do ex-presidente Jair Bolsonaro, o senador foi direto: disse que o pai segue politicamente vivo e que seus apoiadores continuarão carregando o sobrenome Bolsonaro como símbolo de resistência até uma vitória eleitoral.
O discurso reforçou o clima de campanha antecipada e deixou claro que, para a direita, a disputa de 2026 já começou — com o Congresso como campo de batalha imediato e o veto presidencial como o primeiro grande obstáculo a ser enfrentado.