
“Foi para o Supremo”: STF mantém arquivamento de processo contra Alckmin por suposto caixa 2
Supremo rejeita recurso da PGR e confirma que provas usadas no caso são ilegais, encerrando investigação sobre repasses da Odebrecht à campanha do ex-governador.
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, mais uma vez, pelo arquivamento da ação de improbidade administrativa contra o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB). A Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou recurso, mas o tribunal rejeitou e manteve o caso encerrado.
O julgamento, feito por meio virtual e finalizado na última sexta-feira (8), seguiu o voto do relator, ministro Dias Toffoli. Ele considerou ilegais as provas apresentadas, reafirmando que não há evidências de caixa 2 da Odebrecht nas campanhas de Alckmin ao governo de São Paulo em 2014.
Os ministros André Mendonça, Gilmar Mendes e Nunes Marques concordaram com Toffoli, enquanto Edson Fachin foi o único a votar contra.
O processo, que tramitava na 13ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo, já havia sido encerrado em 2024 por decisão do próprio Toffoli, que descartou as provas que já haviam sido rejeitadas anteriormente pelo ex-ministro Ricardo Lewandowski.
A investigação questionava supostos repasses da Odebrecht, que, segundo três delatores, teriam somado R$ 10,3 milhões e sido destinados às campanhas de Alckmin em 2010 e 2014, anos em que ele foi eleito e reeleito governador do estado.