
Fuga ou Resistência? Eduardo Bolsonaro Busca Asilo nos EUA Contra Medidas de Moraes
Deputado quer proteção do governo americano e reforça discurso de perseguição política
A decisão de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) de se afastar do Brasil e buscar asilo político nos Estados Unidos pode ser um divisor de águas na tensão entre bolsonaristas e o Supremo Tribunal Federal. Caso consiga o status de asilado, ele não apenas escaparia das decisões do ministro Alexandre de Moraes, mas também ganharia um novo palco para denunciar o que chama de perseguição política.
Para que o pedido seja aceito, Eduardo precisará provar ao U.S. Citizenship and Immigration Services (USCIS) que teme represálias devido à sua opinião política. Segundo fontes próximas ao deputado, a solicitação tem boas chances de ser aprovada, especialmente pelo seu vínculo com o ex-presidente Donald Trump e sua proximidade com a ala republicana, que critica abertamente as ações de Moraes no Brasil.
Asilo como estratégia contra o STF
A busca pelo asilo também reforça a mobilização contra o ministro Moraes nos EUA. Recentemente, o Congresso americano avançou com uma proposta para negar vistos a estrangeiros acusados de censura, e há pressão para que sanções da Lei Magnitsky sejam aplicadas contra o magistrado brasileiro. Se isso ocorrer, Moraes poderia ser impedido de entrar nos EUA e até ter bloqueios financeiros.
Além do asilo, Eduardo tem outra carta na manga: um Greencard diplomático. Parlamentares estrangeiros que alegam riscos à sua segurança podem obter residência nos EUA sob proteção especial, o que beneficiaria também sua família.
Implicações para o embate político
Caso Eduardo consiga se estabelecer nos EUA com proteção legal, o governo Biden e o próprio Judiciário brasileiro podem se ver pressionados a responder. Além disso, uma eventual extradição só ocorreria se Moraes conseguisse provar um crime que também seja tipificado nos Estados Unidos – o que excluiria delitos ligados à liberdade de expressão.
O exílio de um dos filhos de Jair Bolsonaro nos EUA pode reacender ainda mais os ânimos entre os bolsonaristas e os críticos do Supremo, alimentando a tese de perseguição política e transformando Eduardo em um novo símbolo da resistência contra Moraes.