Gabinete de Toffoli diz que STF autorizou todos os pedidos da PF e do MPF no caso Banco Master

Gabinete de Toffoli diz que STF autorizou todos os pedidos da PF e do MPF no caso Banco Master

Nota afirma que investigações sobre fraudes foram integralmente atendidas e que não houve bloqueio a diligências solicitadas pelos investigadores

O gabinete do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), divulgou uma nota nesta sexta-feira afirmando que todos os pedidos feitos pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal no âmbito da investigação sobre o Banco Master foram acolhidos. Segundo o comunicado, as apurações foram “devidamente autorizadas” e não sofreram qualquer tipo de restrição por parte do relator.

A manifestação ocorreu após o procurador-geral da República, Paulo Gonet, decidir arquivar a representação apresentada por parlamentares da oposição que pediam o afastamento de Toffoli da relatoria do caso, sob alegação de suspeição.

De acordo com a nota, a PGR se posicionou favoravelmente à permanência da investigação no STF e rejeitou os pedidos que questionavam a imparcialidade do ministro. “O procurador-geral manifestou-se pela continuidade do processo no Supremo e, mais recentemente, arquivou os requerimentos de impedimento e suspeição do ministro relator”, afirma o texto.

Desgaste com a Polícia Federal

Apesar da defesa pública do gabinete, decisões tomadas por Toffoli ao longo da apuração provocaram incômodo dentro da Polícia Federal. Entre os pontos de tensão está a determinação de que materiais apreendidos permanecessem sob guarda do STF, além de críticas feitas pelo próprio ministro à corporação por uma suposta demora na execução de diligências autorizadas.

Esses episódios contribuíram para um clima de desconforto entre diferentes instituições envolvidas no caso, ampliando o debate sobre os limites da atuação do Supremo em investigações de natureza financeira.

Investigação segue com PF e PGR

Na nota, o gabinete de Toffoli reforça que, neste momento, a condução da apuração está sob responsabilidade dos órgãos de investigação, ou seja, da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República, que agora analisam o material reunido.

“O processo encontra-se sob a custódia dos órgãos competentes para fins de análise e instrução”, diz o comunicado, reiterando que todos os requerimentos apresentados foram integralmente deferidos pelo relator.

O caso envolvendo o Banco Master segue no centro das atenções por envolver suspeitas de fraudes financeiras, relações institucionais sensíveis e decisões judiciais que têm gerado atritos entre o STF, a PF e outros órgãos de controle.

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