Gleisi dispara contra juros de 15%: “O Brasil não aguenta mais pagar por uma economia de ficção”

Gleisi dispara contra juros de 15%: “O Brasil não aguenta mais pagar por uma economia de ficção”

Ministra critica o Banco Central e chama a decisão do Copom de “descasada da realidade”, dizendo que os juros altos travam investimentos, empregos e o crescimento do país.

A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, voltou a criticar o Banco Central nesta quinta-feira (6), após o Copom decidir manter a taxa Selic em 15% ao ano — o maior patamar desde 2006.

Em suas redes sociais, Gleisi classificou a decisão como “um erro que custa caro ao Brasil”, destacando que o país não pode conviver com juros reais de 10%, enquanto tenta incentivar o consumo e a geração de empregos.

“Nenhuma economia do mundo sobrevive com juros tão altos. Nada justifica uma decisão tão fora da realidade, tão distante dos indicadores e das necessidades do país”, escreveu a ministra.

Para ela, o Banco Central segue preso a uma política monetária ultrapassada que asfixia investimentos produtivos, encarece o crédito e freia o crescimento.

“Essa é a terceira vez que o Copom mantém a Selic em 15%. É uma decisão que prejudica o trabalhador, o empresário e o Brasil inteiro”, reforçou.

As críticas também refletem o incômodo dentro do governo. Gleisi e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, têm cobrado uma mudança de postura do BC, que desde a gestão de Roberto Campos Neto adota uma política de juros considerada excessivamente rígida.

O atual presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, indicado por Lula, mantém o tom conservador, o que tem gerado desconforto entre aliados do Planalto.

Em tom de indignação, Gleisi concluiu que os juros altos representam um Brasil parado, desigual e sufocado — uma economia travada por decisões que parecem feitas “de costas para o povo”.

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