
Golpe “Boa Noite, Cinderela” deixa turistas britânicos no prejuízo no Rio
Três mulheres são investigadas por dopar e roubar R$ 116 mil de dois visitantes que conheceram na Lapa; uma delas já responde por crimes semelhantes
A Polícia Civil do Rio está em busca de respostas para um caso preocupante que envolve três mulheres suspeitas de aplicar o golpe conhecido como “Boa Noite, Cinderela” contra dois turistas britânicos. Os visitantes, que estavam na cidade para conhecer a cultura carioca, teriam sido abordados na tradicional região da Lapa, centro boêmio da cidade. Depois de dopados, eles foram roubados: celulares sumiram e, pior, tiveram um prejuízo financeiro de cerca de R$ 116 mil.

Vídeos que circulam nas redes sociais mostram o momento em que um dos turistas, visivelmente desorientado, cambaleia pela orla de Ipanema até desmaiar na areia da praia. Logo depois, é possível ver as suspeitas fugindo de táxi, uma cena que reforça a suspeita da polícia sobre a participação delas no crime.
No depoimento à Delegacia Especial de Apoio ao Turismo (Deat), as vítimas contaram que conheceram as mulheres durante uma roda de samba na Lapa e seguiram para bares na Zona Sul. Um dos homens relata que recebeu uma caipirinha oferecida por uma das suspeitas e, pouco depois de beber, perdeu a consciência. Quando acordou, descobriu que mais de 16 mil libras — o equivalente a R$ 116 mil — haviam sido transferidas de suas contas bancárias.
Os dois turistas foram socorridos e levados para a UPA de Copacabana, onde passaram horas até recuperar a consciência.
A delegada Patricia Alemany, titular da Deat, destaca a gravidade do crime: “Eles são dopados e, enquanto estão inconscientes, as mulheres aproveitam para roubar os celulares e fazer transferências bancárias. Estamos intensificando as investigações.”
Entre as suspeitas estão Amanda Couto Deloca, 23 anos, Mayara Ketelyn Américo da Silva, 27, e Raiane Campos de Oliveira, 28. Raiane, que já tem várias passagens pela polícia, é alvo de outras investigações pela mesma prática. Ela foi condenada a seis anos em regime semiaberto por um roubo parecido ocorrido em 2023 contra um turista inglês em um samba na Pedra do Sal, mas a condenação foi anulada no mês passado por falta de provas suficientes.
Até o momento, a defesa das suspeitas não foi localizada para comentar o caso.