Gonet defende a soberania do STF e repudia sanções contra Moraes no exterior

Gonet defende a soberania do STF e repudia sanções contra Moraes no exterior

Procurador-geral reforça que o respeito ao Supremo deve valer dentro e fora do Brasil, e manifesta solidariedade diante de ataques

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, fez questão de destacar a importância de respeitar a soberania do Supremo Tribunal Federal (STF). Para ele, a autoridade e o papel da Corte devem ser reconhecidos não só no Brasil, mas também fora do país — um posicionamento que ganha força após a recente sanção imposta ao ministro Alexandre de Moraes pelo governo dos Estados Unidos.

“Que o exercício dessa parcela de soberania que é confiada a esta Corte seja respeitado por todos, aqui dentro e além das nossas fronteiras”, afirmou Gonet, deixando claro que o STF não pode ser alvo de interferências externas.

O procurador-geral aproveitou o momento para expressar seu apoio ao ministro Moraes, que vem enfrentando, segundo ele, “investidas assombrosas, desinformadas e inconcebíveis”. Ele estendeu sua solidariedade a todo o Supremo e ao Judiciário brasileiro, em meio a essas pressões que, na visão dele, ameaçam a independência do Poder Judiciário.

Alexandre de Moraes foi incluído na chamada Lei Magnitsky, dos EUA, que prevê sanções financeiras como bloqueio de bens e proibição do uso de cartões vinculados a instituições americanas. Essa legislação foi criada para punir violações de direitos humanos e casos de corrupção, mas sua aplicação no caso do ministro brasileiro tem gerado críticas e polêmica no meio jurídico e político.

Além disso, o retorno das atividades do STF marca o início da preparação para o julgamento de um dos casos mais aguardados do ano: a tentativa de golpe envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro, cujo julgamento deve começar em setembro.

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